7.1.17

ENTREVISTA | Wonder(trans)Woman: Tudo a ver com Paula Ferreira

"Me entendi a pessoa mais feliz do mundo quando eu me olhei no espelho e me vi mulher." - Paula Ferreira

Fotos: James OIaya e Jonas Morais. Modelos: Aramis Garcia e Paulo Zani.

Nunca a diversidade de gêneros esteve tão em evidência quanto nos dias atuais. Vemos a moda, a cultura, a arte e a música agregar cada dia mais o assunto como parte representativa deste novo milênio, ainda mais pelos jovens, que a cada dia se distanciam de uma categorização quanto à sua orientação sexual. Mas não é só isso: como paradigma, ainda vivemos em uma sociedade em que o pré-conceito, violência e julgamentos se sobressaem quanto à nossa individualidade. Luta é o que não nos falta. 

Paula Ferreira: natural de Maringá, Paraná, adotou a cidade de Paulínia, interior de São Paulo, como residência. Profissional de sucesso no ramo da beleza, militante, filantrópica. Mulher transexual. É uma das personalidade de grande influência na militância LGTTB de Campinas e Região Metropolitana e está aí para provar que a diversidade de gênero não depende apenas de uma classificação, uma letra ou uma cor na bandeira, mas também de muita luta e savoir-faire. Em entrevista exclusiva para o blog NA LÍNGUA DO JU, conheça essa mulher incrível e de grande personalidade, que está aí para inspirar não somente transexuais, mas também gays, lésbicas, travestis, mulheres e homens cis. Uma voz que vai além de um segmento e que representa o tipo de ser humano que podemos ser.

Começaremos por uma definição: o que é uma mulher transexual?

Pra entendermos melhor o que é uma pessoa transexual, vamos entender o que é uma pessoa cis gênero. Uma pessoa Cis é alguém que tem a mente em comum acordo com o corpo, homens se entendem homens e mulheres se entendem mulheres. As pessoas transexuais  diferem o corpo da mente, não reconhecem seus corpos biologicamente designados como definição para seu gênero e muitas vezes passam por adequações sexuais. A palavra transexual ganhou notoriedade na década de 50 quando cientistas e médicos usavam tal termo para definir pessoas que faziam a "troca de sexo" sem entender que se tratava não de uma troca, mas de uma adequação ao que aquela pessoa individualmente se entendia como ser. Hoje a palavra ainda rotula pessoas, mas é importante entender que não é necessário passar por nenhum tipo de readequação para definir o gênero de cada pessoa. Se uma mulher se identifica como mulher, mas não passou por nenhum tipo de cirurgia seja da mais simples, ainda assim seu gênero deve ser respeitado. Não são atributos físicos que faz de uma pessoa uma mulher ou um homem, mas sim como essa pessoa se reconhece. 

Você hoje é um dos nomes de maior visibilidade dentro do movimento LGTTB de Campinas e Região Metropolitana. Como você analisa a situação da militância atual? Quais são as lutas? Quais são os objetivos? E por que hoje a transexualidade é uma das principais questões a serem levantadas? 

Uau, que responsabilidade (risos).  Digamos que a militância da diversidade está em atual transformação e toda transformação parte de quebras, guerras, desconstruções. Seria possível ver algo negativo nessa situação, mas eu entendo como necessário e positivo, pois vai ser a partir de toda essa quebra na história que o movimento vai crescer e já está crescendo. As lutas atuais são pela visibilidade trans e também a quebra do machismo em nosso meio, com o objetivo de unificar classes e segmentos com direitos iguais e ocupação de espaço. 
      
Um amigo de anos veio até mim em uma crítica ao meu posicionamento de revolta contra a hegemonia me dizer que nós transexuais chegamos agora e que eu teria que aceitar o pequeno espaço que me foi dado, tentei fazê-lo entender que NÃO, nós não chegamos agora, foi uma travesti negra e uma lésbica que iniciaram a grande revolta de Stonewall e mesmo antes, pessoas transexuais, travestis e transgêneros já galgavam essa luta lado a lado. Porém quando se definiam todo o segmento da diversidade como sendo todos "gays" subentende-se que  transexualidade ou travestilidade é algo novo, quando na verdade o que aconteceu foi a invisibilidade desse segmento que por anos sempre foi marginalizado, inclusive por pessoas do próprio meio da diversidade.  Então eu digo que sinto muito por apenas "hoje" se levantar a questão Trans, tal tema deveria acompanhar a história desde o início e não agora. Quantas vidas poderíamos ter salvo.

Como é ser uma mulher transexual nos dias de hoje? 

Ser mulher transexual nos dias de hoje ainda é uma questão de sorte, sorte por ter uma família que aceite, sorte por ter amigos que aceite, sorte por conseguir um trabalho, sorte por conseguir estudar, sorte por conseguir ser aceita. Digamos que muita coisa mudou e muita coisa está melhorando, não mais pela sorte mas por lutas diárias, mas ainda temos uma expectativa de vida de 30 anos. Complicado não é mesmo?

Conte-nos sobre sua transição: como foi descobrir a sua orientação sexual e sua identidade de gênero?  

Minha transição foi algo bem leve e natural, aos poucos, um dia o cabelo cresce, no outro uma base na unha e com o decorrer do tempo transitada, mas a parte mais difícil foi me descobrir, afinal falta conhecimento sobre transexualidade e na minha juventude menos ainda, então foi tudo meio que solitário, primeiro me identifiquei como gay, que já era algo bem complicado com tantos preconceitos, depois percebi que eu não me encaixava como gay, mas com a sociedade marginalizando travestis e transexuais eu tinha medo de acreditar que na verdade eu era algo assim. Mas eu nunca me prendi ao que as pessoas pensam e fui atrás de me reconhecer, deixei minha feminilidade aflorar, mesmo recebendo criticas de (pasmem) amigos gays. Me entendi a pessoa mais feliz do mundo quando eu me olhei no espelho e me vi mulher. 

O que é e qual a importância do nome social em um documento para um(a) transexual?

Nome civil é o nome escolhido pelos seus pais, nome social é o seu nome, a sua escolha. O nome social é a primeira grande transição de uma pessoa Trans, é o fechamento de um ciclo e o início de outro, é o reconhecimento e o respeito pela sua verdadeira identidade, nada será completo sem o reconhecimento social, é como se o mundo não respeitasse o seu desejo, o seu gênero. 


"Não são atributos físicos que faz de uma pessoa 
uma mulher ou um homem, mas sim como 
essa pessoa se reconhece." - Paula Ferreira 

Temos ícones transexuais no país como Roberta Close e Rogéria. Recentemente, na moda internacional, Lea T. abriu a discussão de gênero em campanhas e desfiles para grandes grifes como Givenchy e Blue Man. As modelos Andreja Pejic, Hari Nef e Valentina Sampaio despontam cada vez mais como apostas desse momento de diversidade de gêneros na moda. Na TV, temos Jamie Clayton, uma das oito protagonsitas da série "Sense8", assim como Laverne Cox, protagonista da série "Orande Is The New Black". Você acha que essa exposição positiva ajuda no empoderamento das mulheres trans ou dificulta em algo? Como você analisa isso? E por que no Brasil não seguimos essa questão de certa forma mais empoderada, como acontece lá fora? 

A visibilidade na moda, na TV ou até em uma loja como vendedora, todas essas maneiras de representatividade são  positivas, porque coloca a sociedade a pensar e faz o segmento ocupar espaços que também são nossos. Claro que a exposição na mídia alcança um número maior de pessoas, mas ao meu ver, todo ato de representatividade é empoderador. O Brasil tem dado mais abertura ao segmento, mas assim como lá fora, posiciona transexuais como transexuais, serei feliz no dia que eu ver uma atriz transexual representando uma mulher cis, dona de casa, advogada, protagonista, assim como os cis interpretam pessoas trans, somos mais do que nos posicionam. Imagina se Laverne Cox interpreta Celie papel dado a Whoopi Goldberg no filme a "Cor Purpura"? Mágico não?  Mas tivemos outros ícones aqui mesmo no Brasil como Claudia Celeste que esteve na novela "Espelho Mágico" em 1977 na Globo e atualmente a querida e minha amiga Maria Clara Spinelli que esteve na série "SuperMax" também na Globo. Estamos caminhando, e rápido.

Quanto aos homens transexuais: qual a dificuldade em lidar com o empoderamento, principalmente no Brasil, já que a  visibilidade fica em torno das mulheres trans? Como o movimento LGTTB trata essa questão? 

Eu entrevistei o querido João Miguel e o questionei sobre os homens trans não aparecerem tanto quanto as mulheres. Concluímos juntos que os homens no geral após a transição optam pelo anonimato ou simplesmente preferem parar de brigar e usufruir da liberdade da aceitação social, levando em conta todo sofrimento com a transição e o machismo exercido sobre eles até total  ato. Claro que não é uma opção de todos, há muitos homens trans militantes, palestrantes, empoderados que lutam também pelo seu lugar ao sol. Mas volto a repetir que a hegemonia gay cobre todos os outros segmentos onde deliberam posicionamento e demarcam os territórios, então por muitas vezes o enfrentamento interno é tão grande que homens e também mulheres trans preferem ficar de fora, convivendo com pessoas cis que acabam tendo uma aceitação melhor.

Agora, um pouco do início: quem era Paula Queen? 

Maravilhosa "Paula Queen", meu alter ego escolhido para vivenciar o mundo dos shows, festas, trabalhos como artista. Escolhi esse nome para homenagear o segundo nome do meu pai (Jason Paulo Ferreira). O "Queen" surgiu no susto vendo a capa do disco do grupo Queen, foi a alternativa pra não ser batizada de Lorison, sobrenome da apresentadora do bar onde comecei, lá em Maringá no Paraná. Devo muito à Paula Queen, percussora do que depois veio a ser Paula Ferreira (amo) eu ainda a revivo as vezes em casa no espelho (hahahahaha).

Você sempre foi muito querida na cena noturna GLS de Campinas. No final dos anos 90 e início dos 2000 seus shows eram os mais montados, os mais coreografados. Era praticamente uma marca, um registro de qualidade. Ainda assim você sempre foi humilde, fora de afetações. Qual a representatividade da drag-queen nos dias atuais? Como você analisa esse movimento? E como você analisa a diferença da drag-queen dos dias atuais com a drag-queen de quando você fazia shows?

Achei fofo todos esses elogios, meus primos realmente precisam ler isso (risos). Quando eu comecei fazer show, o intuito era apenas me divertir e divertir as pessoas. O melhor show sempre era o mais autêntico. Fazíamos roupas com jornal, 'sanito', nos envolvíamos em cenas teatrais, nos articulávamos pra ajudar a melhorar o show da amiga, mas lógico que existia as puxa tapetes, mas elas eram exceções, a regra era ser feliz. Então, era melhor não quem era a mais linda, melhor produção ou cachê mais caro, mas era a melhor quem conseguia o carinho do público. Queríamos o respeito do público não o medo dos closes arrogantes. Havia prazer em se juntar com amigos no camarim. Hoje a drag se profissionalizou e isso é bacana também, mas se é trabalho há concorrência e sobra pouco pra fazer amizade, mas já estive em camarins nos tempos atuais e me pareceu divertido também, acho que muita coisa muda, mas muita coisa fica do mesmo jeito, que bom. 

Hoje, como personalidade, como você encara a cena noturna GLS? 

Eu não sou saudosista, não no nível de dizer: "Porque no meu tempo blá, blá, blá...". Entendo que eu mudei, então minha visão hoje de tudo que eu vivia aos 19 anos com certeza será diferente, mesmo que eu pudesse voltar lá na minha juventude, provavelmente eu acharia tudo aquilo diferente do que achava na época, assim como os jovens de hoje verão no futuro tudo mudado. Mas há uma coisa que me deixa triste nos dias atuais: a quantia de drogas ilícitas é enorme, aí eu digo: "Porque no meu tempo o drogado era o excluído, hoje os excluídos são os que não usam".  

"A hegemonia gay cobre todos os outros segmentos 
onde deliberam posicionamento 
e demarcam os territórios." - Paula Ferreira

Você tem um canal no YouTube, o "Tudo Nada A Ver". Qual a proposta desse canal e como você se tornou uma Youtuber?

Não me considero Youtuber, mas sim uma Criadora de conteúdo digital, porque se um dia o YouTube acabar, ainda assim farei videos pra por em alguma outra plataforma. Criei o canal pois não suporto a maneira como a mídia mostra transexuais e travestis em clichês, como eu não me encaixava nos padrões ditados, decidi então mostrar que há, assim como eu, outras pessoas transexuais que fogem dos quadradinhos deliberados, e também mostrar às jovens meninas e meninos  transexuais e travestis que dá pra se viver, basta desconstruirmos o padrão que nos foi estipulado e ocuparmos todos os espaços. 

O interessante do "Tudo Nada A Ver" é que os temas são variados. Os vídeos produzidos para o canal falam do seu dia-a-dia, de questões intimas e questões gerais. Comportamento, militância e humor. Como você escolhe os temas? E qual é o feedback de seus seguidores? 

Descobri recentemente por uma pesquisa feita pelo Google que meu público é mais feminino. Desde o inicio nunca quis falar da questão trans de maneira direta, a não ser com a presença de convidadas(os) ou da #sostrans, quadro onde respondo e debato o tema trans. Sempre digo que sou eu mesma na minha militância, na minha existência no canal. Os temas são direcionados a todo tipo de assunto, porque quero que as pessoas saibam que é um direito meu estar em todos os ambientes e que eu e qualquer pessoa trans pode estar onde quiser, basta querer . A reação das pessoas são variadas, temas de transexualidade atraem maior visibilidade, mas cultura pop maior interação; Pra 2017 algumas mudanças irão acontecer, eu e o diretor João Henrique entendemos que não é meu dever ensinar ninguém, desconstruir sim, mas fazer o público pensar, então haverá videos muito mais engraçados e alegres, cheios de jogos, filmes e séries, e quando falarmos sério ainda assim será divertido.

Conte-nos a respeito do prêmio "Chamas do Progresso", da Revista ZAP em Paulínia:

Recebi convites em minha casa da revista Zap para prestigiar a premiação que eles oferecem todo ano aos destaques da cidade e região. Fomos com a intenção de assistir, mas lá nos direcionaram às cadeiras de premiados. Foi uma surpresa,  o primeiro ano (2015) foi um prêmio dado a toda imprensa de Paulínia, imprensa impressa e blogueiras. O canal , o "Tudo Nada A Ver" era o único veículo de informações em vídeo. Então, no ano seguinte (2016), fomos homenageados e o TNAV teve destaque na premiação. Adivinha quem se emocionou muito com essa  conquista? Eu óbvio.

Você é uma mulher de opinião. Como você analisa a força das redes sociais? 

Quando meu Facebook era menor (200 a 300 amigos) eu falava pelos cotovelos, reclamava se o meu suco vinha sem doce, achava importante reclamar pra coisa funcionar, sempre fui politizada e também opinava sobre situações políticas do Brasil, mas tem um ano mais ou menos que conto com assessoria e quando posto uma borracha ou uma opinião polêmica eles me ligam, me chamam e pedem pra que eu apague. O argumento é: "Sua opinião pode incitar pessoas a pensar como você e a ideia é fazer pensar não impor pensamentos". Lógico que zoeirinhas, brincadeiras e um ou outro texto principalmente contra  transfobia e preconceitos em geral são mantidos, afinal não se trata mais de opinião.   

Qual foi o momento de maior preconceito vivido por você e como lidou com tal situação? 

Vixi, foram tantos, mas acho que o maior foi um relacionamento que eu tinha de um ano com um goleiro da Ponte Preta, tudo ia muito bem, viajávamos, passeávamos, ia aos jogos com ele, tive inclusive a oportunidade de conhecer o Neymar em campo, era uma relação bem saudável, até que o empresário dele descobriu sobre minha identidade de gênero. O tal goleiro coagido covardemente se separou alegando preferir a rica vida de jogador a ter de viver uma relação proibida. Recém separada eu ainda não havia tirado do face nossas fotos juntos o que me rendeu um processo com pedido de 10 mil reais por danos morais, pelas fotos em minha rede social. Peguei uma juíza humana que entendeu que ali eram apenas fotos de um casal de namorados, pediu pra que eu tirasse as fotos do ar, eu o fiz, ganhei a defesa e fiz terapia por alguns meses.

Além de sua profissão e da militância LGTTB, você também trabalha em prol da causa de animais: cães abandonados, doações, guarda responsável, etc. Conte-nos sobre isso:

Lidar com animais é algo mágico, o reconhecimento é na hora, não vem depois, é ali no exato momento que você ajuda em seguida ganha uma lambida, uns pulos um rabo abanando. Eu sempre quis ajudar mais do que podia, então um dia amanheci com a ideia de arrecadar muitas rações, e soltei na mídia quem quisesse  cortar o cabelo em troca de ração, me lembro que reservei um pequeno espaço para guardar as rações recebidas e no final tive que desocupar uma sala pra caber tantos pacotes, muita gente nem quis cortar o cabelo, apenas doou de coração. Amo bicho desde muito bebê, meu primeiro presente foi um cachorro de rua. Nunca comprem animais, as fêmeas são estupradas cio após cio pra enriquecer o dono, adotem acredite, o agradecimento é fantástico.

Como é a Paula Ferreira no dia-a-dia? 

No dia a dia sou bem comunzona,  o povo até assusta, trabalho, faço compras no mercado, passeio com o cachorro, vejo séries, namoro, faço caminhada, academia, como muito (preciso controlar), amo cinema, viajar, meu Deus como eu amo viajar. Eu decepciono muito as pessoas, todo mundo esperando uma "Paula Glamourosa" como nos eventos e chega em casa eu de chinelo de dedos, coque no cabelo e sem maquiagem. 

Nesse meio tempo, qual foi a pior gafe que você já cometeu? Queremos rir de verdade...

Eu não sei se vocês vão rir, mas eu rio sozinha com duas. A primeira, eu fui ser entrevistada pela Marina Person e quando ela se aproximou eu gritei: "Soninha sua linda eu te adoro"...cri cri cri. Como ambas foram apresentadoras da MTV, eu na ansiedade confundi. Ela gentilmente falou: "Eu sou a Marina ?" Até hoje eu lembro, rio mas fico envergonhada (agora estou por exemplo kkkkkkk). A segunda situação já faz tempo, mas foi péssima e é mórbida. Fui em um velório e quando chegou minha vez de abraçar a viúva, eu desejei feliz natal (não me perguntem por que). Nem preciso dizer que eu queria ser abduzida depois dessa...

"Eu não perco mais tempo tentando
 provar nada pra ninguém." - Paula Ferreira

Qual é o seu sonho? 

Meu maior sonho é viajar o mundo.

Quais são os seus ícones?

Roberta Close, por tudo que ela representa. 

Um conselho pras as inimigas:

Acredito não ter inimigas, mas digamos então que meu conselho seria pra não ser minhas inimigas, venham me conhecer melhor.

Um conselhos pras as amigas:

Pras amigas eu aconselharia a continuar do meu lado mesmo nos meus dias de chatice, depois eu compenso com um bolo de chocolate.

Um conselho para uma garota transexual que se sinta confusa quanto à sua identidade de gênero:

Pra jovens confusas eu diria pra seguir seus corações no sentido de serem felizes, usar a razão no sentido de administrar a vida e na dúvida, procure a certeza. Não percam tempo com achômetros, com closes errados e com pessoas negativas.

Como era a Paula Ferreira ontem e como é a Paula Ferreira hoje?

Eu olho pra trás e noto que eu não mudei tanto, continuo ansiosa, chata, comilona, impaciente, amorosa, dedicada, curiosa, encontrando positividade no meio das cinzas, talvez mais realista hoje sobre tantas coisas, mas ainda sonhadora. Há uma coisa que eu senti melhora, eu não perco mais tempo tentando provar nada pra ninguém. Existe uma frase que diz, que os amigos não precisam de provas e os inimigos não irão acreditar nelas, então enjoy. Vida rápida demais pra passar o tempo em julgamento. 

Paula Ferreira nas Redes Sociais: 

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