LANÇAMENTO | "ARTPOP": Lady Gaga mostra sua arte e seu pop para o mundo


Lady Gaga ainda não era um ícone pop na primeira vez que apareceu aqui no blog, apenas mais uma maluquete excêntrica em incio de carreira. O diferencial é que a hora e o momento certos foram mais que generosos, justamente quando a música pop precisava de algo que a arrebatasse e não há dúvidas de que Gaga, com seu estilo e hits poderosos de seu primeiro trabalho, "The Fame"(2008), foi capaz de cumprir este papel. Cinco anos depois, Lady Gaga é um ícone de estio e de música, porém, ainda em processo de provar que sua obra é relevante ao mercado pop. Basta lembrarmos que "Born This Way"(2011) não foi tão bem recebido pela critica especializada na época de seu lançamento. Eis que agora, "Artpop" chega com uma difícil missão: provar que a obra de Gaga pode ser relevante para a música pop. 

 
"Artpop", terceiro trabalho de estúdio de Lady Gaga ainda não foi lançado oficialmente. A data prevista é para a semana que vem, dia 11 de novembro, mas no último final de semana acabou por sofrer o que a grande maioria dos trabalhos musicais passam na era da Internet: vazou por completo na rede. Mais que depressa, a artista oficialmente o liberou em  streaming no iTunes para todo os EUA.  E também em sites e mais sites de download gratuito.

As 15 faixas que compõem "Artpop" mostram que Lady Gaga continua a ser uma boa compositora e cantora pop e claro, munida de um gigantesco time de produtores. Entre eles, will.i.am, David Guetta, DJ White Shadow e do projeto de psytrance Infected Mushroom. A vocação eletrônica do trabalho é inegável e entre temas que discutem a fama, sexo, moda, auto-estima, drogas e relacionamentos, as músicas seguem uma produção de referência oitentista, utilizando em suas bases o electro pop acessível do momento, juntamente à várias referências de outros gêneros eletrônicos. Mais pop do que arte, existem possíveis hits como "Manicure',  "Swine" e "Mary Jane Holland". "Applause", single que desencadeou a promoção do álbum apenas nos comprova não ser uma das melhores, apenas cumpre seu papel em exigência da gravadora. O respiro chega no final, pois é claro que uma balada cheia de empatia, drama e interpretação como "Dope", não poderia faltar no repertório de Gaga. "Venus", "Sexxx Dreams", "Jewels N' Drugs" e o featuring com R. Kelly em "Do What U Want", garantem bons momentos ao álbum e trazem certo frescor e unidade ao trabalho. Ainda que estejam mais próximos à "The Fame", primeiro álbum de Lady Gaga, cumprem seu papel em imprimir o atual ritmo pop necessário ao álbum. "Gypsy" encerra "Artpop" de maneira épica e concisa. E concisão é uma das características desse álbum, o que dá pontos positivos para Lady Gaga.

O novo álbum também contará com um aplicativo para celular com informações extras, imagens e novidades sobre a cantora que descreve a ferramenta como um “sistema de engenharia visual e musical que combina canções, arte, moda e tecnologia”. Não chega a ser uma grande novidade, já que Björk fez o mesmo em 2011, no lançamento do álbum "Biophilia". Marina Abramovic e o artista plástico Jeff Koons também fazem parte do lado art, dentro do pacote de lançamento.

Focando na música, "Artpop" cumpre o papel de ser o álbum pop mais aguardado de 2013 e mostra a vontade de Gaga em abrir suas possibilidades musicais. Ainda que apostando em seu característico som dançante, aos poucos deixa de lado sua vocação mother monster para quem sabe se tornar futuramente relevante. As camadas e referências eletrônicas de "Artpop" farão muito sucesso além das pistas. 

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