O norte-americano Cody Critcheloe, mais conhecido como o multifatetado SSION, lançou neste final de 2017 o single "COMEBACK", primeiro de seu próximo álbum "O", previsto para abril de 2018.
"COMEBACK" ganhou um curta produzido e dirigido por Critcheloe e que apresenta duas músicas inéditas: "COMEBACK" e “Big as I Can Dream”. O clipe é narrado de forma criativa e estranha num trabalho carregado de referências como "Atom Heart Mother" do Pink Floyd, o videoclipe de “Faith” de George Michael, o logotipo do Oasis, as coreografias de Bob Fosse, cenas de perseguição e personagens bizarros de David Lynch.
O resultado é uma maravilha por si só, bem ao estilo SSION que a gente ama. E a faixa é ótima, cheia de conceito pop glam rock, pronta para as pistas cult.
"Utopia", 10º álbum de estúdio de Björk, foi lançado hoje, 24/11, via One Little Indian, em CD, Digital Pack e LP. Ao todo são 14 faixas inéditas, sendo o mais longo álbum da carreira da cantora islandesa até o momento. O trabalho de divulgação já contou com dois excelentes singles que trazem essa nova atmosfera e fase da cantora. Falamos de "The Gate" e de "Blissing Me", aqui no blog NLDJ.
Para quem estava esperando ritmos alucinantes, o retorno às pistas, ou um pouco mais de acessibilidade ao universo da cantora, fique com uma versão um pouco mais difícil de "Medulla" (2004), mas com um toque de lirismo, introspecção, romance e sexo. Sim, é o resultado non stop da ideia de que o novo trabalho seria um "Tinder", como a cantotra já havia anunciado anteriormente.
Björk não chega acessível e nem pretende ser. Ao mesmo tempo, "Utopia" é contemporâneo ao construir um universo musical acima do que o mercado fonográfico habitualmente nos oferece. E se em "Vulnicura" (2015), uma espécie de retrato confessional, que tinha como contexto a dissolução da ligação amorosa de dez anos da cantora com o artista plástico americano Matthew Barney, transposta para uma comovente sonoridade orquestral, o novo álbum constituiu a superação dessa tristeza e um olhar renovado sobre a realidade à volta.
"Utopia" procura a luz, o acreditar outra vez na transcendência e na possibilidade do amor. Não necessariamente o amor relacional, mas o universal ou espiritual, essa disponibilidade transbordante de afeto pelos outros, sejam eles pessoas, seres, plantas ou objetos. Mas não é apenas uma utopia de caráter mitológico, a possibilidade de criar um outro lugar de prazer. Existe também o ambiente pós-Trump e a responsabilidade de não ter apenas uma atitude reativa, antes contrapor com alternativas e otimismo perante um opressivo clima sociopolítico conservador. E isso se mostra não somente nas músicas, mas também na persona criada por Björk e que acompanha essa viagem musical. Um ser mitológico, que vive em uma floresta mágica e luxuriante, feita de sons e vozes celestiais, com flautas, harpas, elementos eletrônicos e sons de pássaros.
Na produção e construção desse espaço utópico, além de escrever e co-produzir, Björk editou e estruturou sozinha todas as faixas. Para o disco, montou uma orquestra de flauta islandesa com 12 membros. Também escreveu um arranjo para o coral Hamrahlíðarkórinn. Alexandro Ghersi, o jovem músico e produtor venezuelano Arca, presente no disco anterior e que tem tido papel relevante na música dos últimos anos, com três álbuns solo, e importantes colaborações (FKA Twigs, Kelela, Kanye West), aparece novamente em "Utopia". Mais do que executante, foi um parceiro criativo e isso pressente-se nos espasmos eletrônicos e nas sombras misteriosas que se desenham no horizonte sonoro das canções. Em certos momentos, a voz da cantora parece mais um instrumento. Em outros, é absurdamente expressiva. E se as orquestrações eram centrais em "Vulnicura", da mesma forma que a voz humana em "Medulla" ou os microrganismos eletrônicos em "Vespertine", no novo álbum é a flauta a grande protagonista. O instrumento pontua todo o trabalho. Desde o seu som mais natural, até sobreposições e camadas dissolvidas nas faixas. O resultado final é soberbo. Se "Vulnicura" simbolizava a desesperança do fim, "Utopia" representa um novo capítulo. Um glorioso renascimento ou um particular ato de acasalamento.
Em Artigo da Dazed Magazine, Björk afirmou que os sons calmos de pássaros das canções que ocorrem entre faixas, de forma similar ao seu álbum de 2007, "Volta", são provenientes de gravações de campo da própria cantora, no entanto, também foram amostras extraídas do álbum de David Toop, "Hekura" (1980), o qual considera como um de seus álbuns favoritos.
Não deixe de conferir os clipes de "The Gate" e "Blissing Me" a seguir:
"Utopia" não seria completo se não estivesse acompanhado de uma boa imagem. Esse novo ser interpretado pela cantora traz traços de uma fada, um fauno, um alienígena...Interprete da forma como quiser. Coube assim à Santiago Felipe as fotos do encarte do álbum. Edda Guðmundsdóttir cuidou do detalhado stylist e a maquiagem impactante ficou a cargo do make-up artist e drag queen Hungry, conhecido na cena drag de Berlim. James Merry, parceiro de Björk deste a fase "Vulnicura" não poderia ficar de fora e cuida da máscara usada pela cantora na capa, fotografada por Jesse Kanda. AGucci também aparece na plataforma prateada usada por Björk. E sim, é um strap-on que você vê na foto...
A ideia de seu próximo álbum ser como um Tinder, parece que está cada vez mais tomando forma. Eis que Björk nos agracia com seu mais novo single, intitulado "Blissing Me", o segundo de seu próximo trabalho de inéditas, "Utopia" (2017), com data de lançamento prevista para o próximo dia 24 de novembro.
Com produção da própria Björk e Arca, a faixa lembra momentos de "Vespertine" (2001). Impossível não nos remetermos a ele na delicada construção da faixa, toda amparada em arranjos delicados com uma presente harpa na introdução, destacando de forma eficaz a voz única da cantora. E se em "Vulnicura" (2015) Björk já afirmou que o considera o inferno, de fato, "Utopia" é o paraíso.
A letra de "Blissing Me" narra a descoberta do amor a partir da história de “dois nerds obcecados por música“. “Toda a minha boca o beijava / Agora, no ar, eu sinto a falta dele … Ele lembra o amor em mim / Estou comemorando em um mar viral / Enviando MP3 / Apaixonanda com uma música“, canta Björk. A atmosfera aqui é bem diferente de "The Gate", cujo desespero de afirmação do amor dá lugar a uma confição amorosa entre casais que compartilham coisas simples em comum.
O novo single chega acompanhado de um lindo vídeo dirigido por Tim Walker e Emma Dalzell, com direção criativa da própria Björk. Finalmente sem CGI e em um único plano sequência (sem cortes), a cantora dança e encanta através de toda a sua característica expressão corporal. Feliz, por estar vivendo esse sentimento mais uma vez. Sim, o amor, em tempos politicamente incertos...
Björk fashionista
Se em "The Gate", primeiro single e vídeo de "Utopia", Björk firmou parceria com a Gucci de Alessandro Michele, a viagem fashionista da cantora continua em "Blissing Me". Com stylist de Edda Guðmundsdóttir, Björk veste um modelo transparente de tule azul da designer escocesa Pam Hogg, conhecida por vestir celebridades como Kylie Minogue, Siouxsie Sioux, Lady Gaga, Rihanna e Kate Moss. As plataformas amarelas tem assinatura da Gucci, reforçando a parceria inicial citada acima. A maquiagem impactante e ao mesmo tempo super delicada ficou a cargo do make-up artist Hungry, conhecido na cena drag de Berlin. Hungry também é responsável pela concepção da make da capa e encarte do álbum "Utopia". As jóias são de James Merry, parceiro de Björk deste a fase "Vulnicura". Abaixo, capa do álbum "Utopia" clicada por Jesse Kanda.
Como já dissemos, "Utopia" será lançado no dia 24/11 via One Little Indian, em CD, Digital Pack e LP. Ao todo serão 14 faixas inéditas, sendo o mais longo álbum de estúdio de Björk até o momento. Artigo da Dazed Magazine afirmou que os sons calmos de pássaros das canções ocorrem entre faixas, de forma similar ao seu álbum de 2007, "Volta". Estes sons são provenientes de gravações de campo da própria Björk, no entanto, também foram amostras extraídas do álbum de David Toop, "Hekura" (1980), o qual a cantora considera como um de seus álbuns favoritos.
Confira o tracklist:
1. Arisen My Senses
2. Blissing Me
3. The Gate
4. Utopia
5. Body Memory
6. Features Creatures
7. Courtship
8. Loss
9. Sue Me
10. Tabula Rasa
11. Claims Taker
12. Paradisia
13. Saint
14. Future Forever
Se estamos ansiosos? Adivinha?
Em tempo: saiu hoje no canal da MIXMAG no YouTube um DJ Set incrível de 45 minutos assinado por...Björk, apresentando um tracklist com alguns artistas inovadores. Obviamente ARCA estaria na lista. É bem interessante, pois traz bem o clima proposto por Björk em seu "Utopia". Ouça aqui no blog NLDJ:
Para os fãs que estavam aguardando ansiosamente um pouco mais de báfo na divulgação de "Omnion", novo álbum de inéditas do Hercules & Love Affair, finalmente Andy Butler atendeu nossas preces e acaba de lançar um clipe para o single "Rejoice". A faixa, uma das mais agitadas do introspectivo álbum, traz os vocais de Rouge Mary, transex que faz as graças de diva dance com grande assertividade, nos remetendo ao primeiro trabalho de estúdio de Butler, aquele Hercules & Love Affair lá de 2008!
"Rejoice" é uma das composição mais intensas do novo álbum até aqui, cheia de sintetizadores climáticos, lentamente explode em meio a batidas e temas eletrônicos de essência super dançante. E o clipe é babadeiro: é o retorno de Andy Butler e cia. depois de seis anos sem aparecerem em um clipe do Hercules & Love Affair. "Então, depois de seis anos de não aparecermos em um vídeo de Hercules e Love Affair (mais por acidente do que design), queria que aparecêssemos no vídeo para 'Rejoice'. Rouge Mary é um artista tão feroz, por isso foi meio genial. Tivemos que capturar essa energia neste vídeo ", conta Butler no material de divulgação. Dirigido por Will Kennedy, o clipe mostra uma festa daquelas bem babadeiras, com a participação de Antoine Timmermans, performer conhecida como Cybersissy, popular na cena novaioquina.
"Omnion" (2017) foi lançado em 18 de agosto pela gravadora Atlantic.
A banda escocesa Franz Ferdinand acaba de anunciar o título de seu oitavo álbum de estúdio: “Always Ascending”, com data de lançamento prevista para o dia 9 de fevereiro, pela gravadora Domino.
Alex Kapranos, Bob Hardy, Paul Thomson Julian Corrie e Dino Bardot gravaram as 10 faixas do disco no RAK Studios, em Londres, e Motorbass, em Paris, com a ajuda do produtor francês Philippe Zdar (Cassius, Phoenix, The Beastie Boys). No novo trabalho, Franz Ferdinand cria um som que o vocalista Alex Kapranos descreve como “simultaneamente futurístico e naturalista”.
“Always Ascending” já está disponível para pré-venda no iTunes e estará disponível em CD, vinil e fita pelo DomMart, com uma edição especial da DomMart contendo vinil azul e branco marmoreado e uma bolsa com assinaturas impressas. E parece que agora é mesmo tempo da fita K7, que também estará no pacote!
Ouça o primeiro single “Always Ascending”, single que dá nome ao novo álbum do Franz Ferdinand:
Confira a tracklist de “Always Ascending”.
1. Always Ascending
2. Lazy Boy
3. Paper Cages
4. Finally
5. The Academy Award
6. Lois Lane
7. Huck And Jim
8. Glimpse Of Love
9. Feel The Love Go
10. Slow Don’t Kill Me Slow
A banda também irá anunciar as datas para sua turnê mundial, que passará por países como Estados Unidos, Canadá, Escócia, França, Bélgica, Áustria e Japão, entre outros. Mais informações no site da banda: franzferdinand.dominomart.com.
De banda indie revelação em 2007, rolou muita coisa no projeto MGMT, dos nova-iorquinos Ben Goldwasser e Andrew VanWyngarden. O merecido freje inicial da carreira deu um tempo e a maturidade musical apresentada pelos dois foi sendo desenvolvida em mais dois álbuns, até que chegamos no final de 2017, dez anos depois de "Oracular Spectacular".
"Little Dark Age" é o novo single do projeto, e também dá o nome ao quarto álbum de estúdio da banda. Ainda que uma típica composição da banda, a música é daquelas que grudam feito chiclete na cabeça, carregada de sintetizadores espaciais e batidas anos 80 através de uma construção estética obscura e surreal em constante repetição dos elementos, principalmente os versos.
A faixa título do novo álbum, com previsão de estreia para 2018, foi divulgada há poucos dias juntamente com um clipe cheio de imagens surreais/nonsenses, dirigido por Nathaniel Axel e David MacNutt.
Em tempos difíceis para o pop e mais ainda para o movimento LGBTQ, eis que (re)surge SOPHIE e um lindo single que promete acalantar a alma e empoderar nossos discursos. A produtora, anteriormente conhecida como Sophie Long e que agora se assume trans e cantora, já colaborou com nomes de peso na música como Madonna (Bitch I'm Madonna), Charli XCX ((Vroom Vroom EP), Vince Staples, Le1f, Liz, Namie Amuro, entre outros aristas.
"It's Ok to Cry" é uma balada cintilante, cheia de sintetizadores e batidas de certa forma contidas. Comparado ao EP "Product" (2015), esta nova fase chega a ser confessional, deixando de lado experimentações e referências da música eletrônica dos 90´s. Já a letra de "It's Ok to Cry" serve como uma verdadeira libertação. Introspectiva, tem uma explosão final que justifica a audição e o clipe, dirigido pela própria SOPHIE, a apresenta pela primeira vez frente ao seu próprio trabalho. É uma boa novidade para ficar de olho...
Desde que anunciou um novo álbum, Björk criou novamente uma expectativa sem precedentes. Declarações em entrevistas, como a publicada na Dazed Magazine, despertaram ainda mais a curiosidade, por ter afirmado que o trabalho seria o oposto do bem conceituado "Vulnicura" (2015). "O último disco nós meio que consideramos o ‘inferno’ – é como o divórcio. Agora, nós estamos construindo o paraíso. Utopia”, disse a cantora. Assim, o novo álbum, que ganhou o nome provisório de "Utopia", é praticamente um antídoto de "Vulnicura", na época muito associado ao término de relacionamento da cantora. Björk considerou seu novo álbum como sendo o seu "Tinder".
A expectativa finalmente foi apaziguada no final desta primeira quinzena de setembro, com o lançamento do single "The Gate", em pré-venda no site oficial da cantora (clique aqui). “The Gate é essencialmente uma música sobre o amor, mas eu digo ‘amor’ de uma maneira mais transcendental", analisa Börk sobre seu novo single. A música, com pouco mais de seis minutos, se apega à voz única de Björk e seu poder de interpretação, junto aos arranjos minimalistas, quase inexistentes. A letra é linda e traz essa essência de um amor transcendental dito pela cantora:
"My healed chest wound (Meu peito curado)
Transformed into a gate (Transformado em um portão)
Where I receive love from (Onde eu recebo amor)
Where I give love from (Onde dou o amor)
Where I receive love from (Onde eu recebo amor)
Where I give love from (Onde dou o amor)"
"The Gate" ganhou um belíssimo clipe surrealista com direção criativa assinada pela própria Björk. A direção ficou por conta de Andrew Thomas Huang, parceiro de longa data, responsável pelos clipes de "Vulnicutra". Alessandro Michele, da Gucci, assina o vestido, feito em PVC plissado, fitas de PVC e organza de lurex. Levou 870 horas para ser feito – 550 horas para a confecção do vestido propriamente dito e 320 horas apenas para o bordado de pequenas pérolas e outras pedras. É um total de 36 dias de trabalho. James Merry, que trabalha com Björk desde 2009, apresenta dois modelo lindos de máscaras.
"Utopia", chega em novembro. Entre as parcerias, o venezuelano Arca assume a co-produção, assim como fez em "Vulnicura".
Linda, loira e como uma especiaria de primeira, Katty Perry acaba de lançar o clipe de "Bon Appétit". O single, que tem a parceria do trio Migos, já é o segundo de seu próximo álbum de estúdio, ainda sem data de lançamento definida. O disco já conta com o ótimo single "Chained To The Rhythm (Feat. Skip Marley)".
O vídeo mostra a cantora sendo o prato principal de um banquete. A produção apresenta cenas da americana sendo temperada e colocada em uma panela gigante. No final de tudo, ela se vinga e torna-se a cliente do restaurante.
O refrão já cola como chiclete:
‘Cause I’m all that you want, boy All that you can have, boy Got me spread like a buffet Bon appétit, baby Appetite for seduction Fresh out the oven Melt in your mouth kind of lovin’ Bon appétit, baby"
Meio esquisito, meio macabro, impossível não se lembrar da série "Santa Clarita Diet", com Drew Barrymore. Canibalismo está em alta? Ao divulgar o clipe pelo Instagram, Katy Perry deixou bem clara a mensagem que queria passar com o vídeo, dizendo que ela não é apenas um pedaço de carne.Confira a seguir ao clipe de "Bon Appétit":
E o mundo começa a semana com um novo álbum da Beyoncé: "Lemonade", sexto trabalho de estúdio da cantora foi lançado na noite de sábado, 23 de abril, durante a exibição de um média-metragem, anunciado sem muitas explicações e transmitido pela HBO. E como Beyoncé não dá ponto sem nó, na metade da exibição, foi revaldo que se tratava de clipes que referenciavam o novo álbum da cantora.
Com 12 faixas, "Lemonade" conta com as participações de James Blanke, Kendrick Lamar, The Weeknd e Jack White. O pacote ainda vem com 12 clipes ao estilo Queen B, que nesta fase faz reverência ao empoderamento feminino e enaltece o poder da mulher negra, como já visto em "Formation", primeiro single desde novo trabalho e lançado oficialmente em fevereiro, no intervalo do Super Bowl. Beyoncé apresenta "Lemonade" como um trabalho "baseado na jornada de auto-conhecimento e cura de todas as mulheres". Já o título, faz referência à escravidão americana, quando os negros acreditavam que suco de limão clareava a pele.
O lançamento do álbum seguiu a estratégia do predecessor, "Beyoncé", quando no fim de dezembro de 2013, sem nenhum aviso, todos se surpreenderam com um novo álbum da cantora, que além de músicas, traziam clipes. Exatamente como "Lemonade", mais um trabalho audiovisual onde desta vez, as imagens chegam editadas, realmente como um média-metragem, em que a cantora expõe suas opiniões e se abre a respeito de fatos intimistas de sua vida. Um prato cheio para os fãs.
Sobre as músicas de "Lemonade", Beyoncé segue uma cartilha própria, com autonomia e fora de modismos. Ainda que hip-hop esteja presente, outros estilos como trap, R&B, reggae e country se sobressaem, com destaques para "6 Inch", com a participação do The Weeknd, "Sorry", a dramática "Freedom" e claro, o envolvente trap de "Formation", uma das faixas mais fortes do álbum. Além das participações especiais, o álbum foi todo co-escrito e produzido pela própria Beyoncé e também conta com produções de Just Blaze, Diplo e Ezra Koening da banda Vampire Weekend. As canções sampleiam artistas como Led Zeppelin, Yeah Yeah Yeahs, Soulja Boy e Animal Collective. Ainda que lento, o trabalho passa longe de ser conceitual, mas apresenta piamente uma artista que não está presa às amarras do mercado pop.
A parte visual do trabalho, filmada principalmente em Nova Orleans, conta com participação especial de Serena Williams e de Jay Z, com interlúdios falados de Beyoncé, moradores da cidade e outros. Os vídeos foram dirigidos pela própria Beyoncé, Jonas Akerlund (de "Telephone", e queridinho de Taylor Swift, Madonna e Paul McCartney), Mark Romanek (documentarista musical), Melina Matsoukas (que já havia trabalhado com Beyoncé e Rihanna), Todd Tourso (que já trabalhou com a cantora anteriormente), Dikayl Rimmasch (diretor de "Bang Bang") e Kahlil Joseph. Versos da poetisa britânica-somali Warsan Shire transportam as dificuldades sentimentais de Beyoncé, ao mesmo tempo que recorre às experiências das mulheres negras afroamericanas.
Até a manhã de hoje, "Lemonade" estava disponível apenas para streaming na plataforma Tidal, onde Jay-Z, marido da cantora é o sócio majoritário. Para a alegria dos fãs, o álbum já foi disponibilizado no iTunes e já consta como um dos mais vendidos da loja virtual da Apple em mais de 50 países. A versão física do álbum, que virá também com um DVD com o documentário exibido na HBO, deverá ser lançado no dia 6 de maio e os streamings continuam, por enquanto, exclusivos da plataforma Tidal. Beyoncé anunciou uma turnê mundial, que começa no dia 27 de abril em Miami e termina dia 31 de julho na Bélgica.
Confira trakclist de "Lemonade":
1. Pray You Catch Me
2. Hold Up
3. Don´t Hurt Yourself feat. Jack White
4. Sorry
5. Inch feat. The Weeknd
6. Daddy Lesson
7. Love Drought
8. Sandcastles
9. Forward feat. James Blake
10. Freedom feat. Kendrick Lamar
11. All Night
12. Formation
Como somos bonzinhos, clique aqui para download do álbum completo e aqui, para o download do média-metragem de pouco mais de uma hora. E se o mundo te der limões, faça como Beyoncé, os tranforme em uma belíssima limonada!
Róisín Murphy acaba de liberar "Mastermind", single de seu próximo álbum de inéditas intitulado "Take Her Up To Monto". A data prevista de lançamento é para o dia 8 de julho, mas os fãs, a pré-venda do álbum já está disponível aqui.
Depois do ótimo "Hairless Toys"(2015) que lhe rendeu faixas como "Exploitation", "Exile", "Evil Eyes", "Unputdownable" e "House Of Glass", cada uma com um clipe maluquete e dirigido pela cantora, "Take Her Up To Monto" aposta em uma sonoridade eletrônica e industrial, aliada a sintetizadores e percussões. O álbum foi gravado durante as mesmas sessões do antecessor e será lançado pelo selo Play It Again Sam. E como em "Hairless Toys", todos os clipes do novo trabalho serão dirigidos pela própria Róisín!
A pista de dança recebe Fiorious de braços abertos. Em seu novo álbum intitulado "No Immunity", o cantor nova iorquino traz uma mistura de gêneros dançantes com perfume saudosista dos anos 80 e 90 em 11 faixas de indie-dance. Citações a parte de referências como Larry Levan, Jimmy Somerville, Pet Shop Boys e Silvester, "No Immunity" traz Fiorious sendo apenas Fiorious, fortemente munido de acid house, new wave e dance italo, nos guiando pelas mãos à uma viagem musical eletrônica vertigonosa e única.
Se no EP "Danceteria"(2015), o cantor já anunciava sua visita à noite underground e ao desbunde das discotecas, é o mesmo single hedonista que abre o novo álbum para logo em seguida revelar envolventes camadas de produções primorosas, juntamente à interpretação segura da voz de Fiorious. "No Immunity" é sexy, é dançante, é pop e moderno, como no single homônimo, resultando em uma sincera interpretação da dor de um dramático rompimento amoroso. Outro destaque é a faixa "Crumble" e seus crescentes sintetizadores, assim como o mágico cover de "Dance Dance Dance", single que em 2008 projetou Lykke Li, cantora sueca de indie rock. Com uma abertura bem parecida com a original, a faixa tem um break absurdo, para se trransformar quase em uma outra música. A esta altura já estamos mais que apaixonados por Fiorious, querendo convidá-lo pra balada e sair por aí, rumo a uma "danceteria" e se jogar a noite inteira.
"No Immunity" vai contra a corrente da dance music atual. Fiorious não se esquece de ter referências do que nos trouxe até aqui, e ao mesmo tempo transforma essas mesmas referências em algo fresco e moderno, repaginando estilos e criando uma marca de sonoridade única.
Confira a tracklist:
1. Danceteria
2. Fever
3. Damn Shame
4. Get Up + Start the Dance
5. No Immunity
6. Crumble
7. Name of Love
8. Give Ourselves
9. Dance Dance Dance
10. Danceteria (Scuola Furano Midnight Funk Remix)
11. No Immunity (Scuola Furano Club Edit)
Ouça o álbum "No Immunity" em streaming no player abaixo.
O single "No Immunity" ganhou um belíssimo clipe dirigido por Marco Adamo Graziosi e estrelado pelo modelo Sasha Satsuta. Assista a seguir:
Na véspera de sua segunda apresentação no Super Bowl Halftime Show, Beyoncé soltou de surpresa o single "Formation". Lançado dia 6 de fevereiro e com exclusividade no Tidal, plataforma digital cujo dono é seu marido, Jay-Z, "Formation" chega carregado de empoderamento e ativismo anti-racismo. O clipe, dirigido por Melina Matsoukas, foi gravado em Nova Orleans, um dos epicentros de histórico segregativodos EUA, trazendo em suas imagens muitas referências à história e luta da população negra, incluindo as violências policiais ocorridas com frequência no país.
Com fundamentos da trap music e do hip hop, "Formation" abre com uma emblemática pergunta: “What happened at the New Wil’ins?”. A voz é de Messya Mya, famoso vlogger negro de Nova Orleans, morto em 2010, e que até hoje, não se sabe exatamente quem foram os responsáveis pelo crime. Emblemática também é a imagem de Beyoncé em cima de uma viatura da polícia, afundando em um lago. Podemos concluir como um questionamento sobre como os EUA tratou a questão do furacão Katrina, que arrasou a cidade de Nova Orleans e o sul do país em 2005, juntamente à imagem da frase "Stop Shooting Us", que aparece no clipe pichada em muro, trazendo a referência de inúmeros casos de violência e abuso policial sofridos por negros nos últimos anos nos EUA.
"Formartion" também traz afirmações de orgulho como “I like my baby hair, with baby hair and afros!”, que nos remete à retaliação racista sofrida por Blue Ivy, filha de Beyoncé e Jay-Z e que também aparece no clipe. A menina já recebeu comentários sobre o seu cabelo natural. "I like my negro nose with Jackson 5 nostrils” continua com o tom de afirmativa de estética. E claro, empoderamento feminino não poderia faltar, pois Beyoncé é o tipo de mulher que está sempre no comando.
Blue Ivy, filha de Beyoncé e Jay-Z cabelo natural e cheio de empoderamento
Quanto ao figurino, Beyoncé e suas dançarinas vestem criações de Alessando Michele, diretor criativo da Gucci. Há uma mensagem aí, pois Michele é um dos estilistas do momento que trouxe para a moda a discussão de gêneros em suas criações, despontando a tendência genderless, que é justamente a aplicação da falta de gênero na moda, fortemente pautada nas duas últimas temporadas internacionais. Há também uma citação da Givenchy, "I'm so reckless when I rock my Givenchy dress", referente ao famoso vestido do MET Gala do ano passado e cenas em que a cantora ostenta as famosas jóias da Dylanlex. Zimmermann, On Aura Tout Vu, Chanel, Rosie Assoulin, 69 Denim, Alessandra Rich e um ostentativo casaco de pele da Fendi também fazem parte do figurino high-fashion do clipe, cuja responsabilidade ficou a cargo da stylist Marni Senofonte.
As famosas jóias da Dylanlex
As locaçõs escolhidas para o clipe carregam ainda mais de veracidade a letra de "Formantion". Assista:
Muitos fás torceram o nariz para o trap de "Formation". Musicalmente a canção pode não ser lá essas coisas. Porém, um assunto que também nos diz respeito aqui no Brasil foi tratado de forma contundente. Muitos artistas como Nina Simone já cruzaram esse caminho, mas hoje, uma popstar do porte de Beyoncé, ao abraçar uma questão tão polêmica e urgente como o racismo, é algo mais que pertinente nos dias atuais. Precisamos desse empoderamento. Confira a letra de "Formation":
[Intro: Messy Mya]
What happened at the New Wil’ins?
Bitch, I'm back by popular demand
[Refrain: Beyoncé]
Y'all haters corny with that illuminati mess
Paparazzi, catch my fly, and my cocky fresh
I'm so reckless when I rock my Givenchy dress (stylin')
I'm so possessive so I rock his Roc necklaces
My daddy Alabama, Momma Louisiana
You mix that negro with that Creole make a Texas bama
I like my baby heir with baby hair and afros
I like my negro nose with Jackson Five nostrils
Earned all this money but they never take the country out me
I got a hot sauce in my bag, swag
[Interlude: Messy Mya + Big Freedia]
Oh yeah, baby, oh yeah I, ohhhhh, oh, yes, I like that
I did not come to play with you hoes, haha
I came to slay, bitch
I like cornbreads and collard greens, bitch
Oh, yes, you besta believe it
[Refrain: Beyoncé]
Y'all haters corny with that illuminati mess
Paparazzi, catch my fly, and my cocky fresh
I'm so reckless when I rock my Givenchy dress (stylin')
I'm so possessive so I rock his Roc necklaces
My daddy Alabama, Momma Louisiana
You mix that negro with that Creole make a Texas bama
I like my baby heir with baby hair and afros
I like my negro nose with Jackson Five nostrils
Earned all this money but they never take the country out me
I got a hot sauce in my bag, swag
[Chorus: Beyoncé]
I see it, I want it, I stunt, yellow-bone it
I dream it, I work hard, I grind 'til I own it
I twirl on them haters, albino alligators
El Camino with the seat low, sippin' Cuervo with no chaser
Sometimes I go off (I go off), I go hard (I go hard)
Get what's mine (take what's mine), I'm a star (I'm a star)
Cause I slay (slay), I slay (hey), I slay (okay), I slay (okay)
All day (okay), I slay (okay), I slay (okay), I slay (okay)
We gon' slay (slay), gon' slay (okay), we slay (okay), I slay (okay)
I slay (okay), okay (okay), I slay (okay), okay, okay, okay, okay
Okay, okay, ladies, now let's get in formation, cause I slay
Okay, ladies, now let's get in formation, cause I slay
Prove to me you got some coordination, cause I slay
Slay trick, or you get eliminated
[Verse: Beyoncé]
When he fuck me good I take his ass to Red Lobster, cause I slay
When he fuck me good I take his ass to Red Lobster, cause I slay
If he hit it right, I might take him on a flight on my chopper, cause I slay
Drop him off at the mall, let him buy some J's, let him shop up, cause I slay
I might get your song played on the radio station, cause I slay
I might get your song played on the radio station, cause I slay
You just might be a black Bill Gates in the making, cause I slay
I just might be a black Bill Gates in the making
[Chorus: Beyoncé]
I see it, I want it, I stunt, yellow-bone it
I dream it, I work hard, I grind 'til I own it
I twirl on them haters, albino alligators
El Camino with the seat low, sippin' Cuervo with no chaser
Sometimes I go off (I go off), I go hard (I go hard)
Get what's mine (take what's mine), I'm a star (I'm a star)
Cause I slay (slay), I slay (hey), I slay (okay), I slay (okay)
All day (okay), I slay (okay), I slay (okay), I slay (okay)
We gon' slay (slay), gon' slay (okay), we slay (okay), I slay (okay)
I slay (okay), okay (okay), I slay (okay), okay, okay, okay, okay
Okay, okay, ladies, now let's get in formation, cause I slay
Okay, ladies, now let's get in formation, cause I slay
Prove to me you got some coordination, cause I slay
Slay trick, or you get eliminated
[Bridge: Beyoncé]
Okay, ladies, now let's get in formation, I slay
Okay, ladies, now let's get in formation
You know you that bitch when you cause all this conversation
Always stay gracious, best revenge is your paper
[Outro]
Girl, I hear some thunder
Golly, look at that water, boy, oh lord
Polêmicas:
Algumas horas depois do lançamento do clipe, Beyoncé foi acusada de ter usado sem permissão algumas cenas do documentário “That B.E.A.T”(2013). O diretor Chris Black e o produtor Abteen Bagheri recorreram ao Twitter para expressar o descontentamento ao verem cenas de seu trabalho no clipe. Já se tem a informação de que a produção de Beyoncé obteve autorização para o uso das imagens, mas quem cuida dos direitos do documentário é o Festival Sundance. Apesar de os criadores, é a produtora que tem assegura o uso das filmagens. Após a polêmica, ambos os lados se esclareceram, inclusive com postagens no Twitter. “That B.E.A.T” traz a cena bounce e suas essências na cidade de Nova Orleans.
Depois de seu lançamento, "Formation" incomodou tanto que foi levantado um boicote nas redes sociais contra apresentação de Beyoncé no intervalo do Super Bowl. A ofensa partiu de familiares e amigos de policiais devido ao apoio ao movimento "Black Lives Matter", que promove campanhas contra a violência e preconceito sofridos pelos negros no país. O que de nada adiantou, pois já se tem a informação de que se tratou da maior audiência da história do evento. Para quem assistiu o show, que contou com Coldplay e Bruno Mars, viu Beyoncé em uma performance forte e cheia de símbolos, como as dançarinas com visual que remetia aos Panteras Negras, organização que passou a defender os direitos civis dos negros na década de 60. Assista a performance a seguir:
Depois de quase quatro anos de espera, Rihanna lança "ANTI", seu aguardado oitavo álbum de estúdio. Veículos especializados já o consideram um flop e o comparam com "Bionic"(2010) de Christina Aguilera, ou "Miley Cyrus & Her Dead Petz"(2015) da Miley Cyrus. Ou até mesmo ao "ARTPOP"(2013) da Lady Gaga. Será? "Work", primeiro single oficial já é considerada a música mais executada nas rádios. Disponibilizado no iTunes e com download gratuito no TIDAL, "ANTI" já vendeu mais de um milhão de cópias e também já conta com um disco de platina. Talvez a negatividade imposta ao trabalho tenha atraído grande curiosidade do público. Em uma primeira audição o álbum parece inacabado, mas contem uma interessante proposta de repertório e estilos. Para uma cantora habituada aos grandes hits farofas das pistas, "ANTI" não é um álbum conceitual, já que muitos fãs irão tentar entender o que aconteceu com a Rihanna dos vocais de David Guetta, Avicii e Calvin Harris. Eu sei o que aconteceu: ela espertamente deu um tempo!
"ANTI" é um trabalho arrastado, daqueles que não cabe remixes e não é para ser ouvido em grandes estádios, mas sim, no aconchego e com fones de ouvido. Feito de muitas camadas, o R&B impera de certa forma nostálgico, como em uma reminiscencia aos anos 90. É um R&B nada óbvio e que deixa as mãos de Rihanna liberadas para experimentar o que quiser, inclusive, acrescentar pitadas de reggae, soul music e hip-hop. Mas no final é tudo pop querendo se disfarçar de conceito, como na faixa "Same Ol' Mistakes", cover de "New Person, Same Old Mistakes" da banda indie australiana Tame Impala.
Não dá para identificar um grande hit no álbum. As músicas parecem em sua maioria propositalmente inacabadas e nos dão interessantes imagens sonoras, como a já citada "Same Ol' Mistakes" ou a boa faixa de abertura “Consideration”, com baixo sampleado de “Be (Intro)”, do rapper Common. "Never Ending" chega bem fofa, diferentona e nem parece Rihanna, mas sim uma cantora pop romântica dos anos 90. "Love In The Brain" carrega ares da soul music em uma interpretação segura e que não funcionará ao vivo. Amy Winehouse agradece a homenagem. Por outro lado, “Work”, parceria com o rapper Drake e primeiro single oficial de "ANTI", em nada lembra aquele encontro quente de "What's My Name?". A nossa preferida? “Kiss It Better” com um clima bem TLC, nostálgica, com riff de guitarra de Nuno Bettencourt, de “More Than Words”, do Extreme. Ao fim de "ANTI", temos a impressão de que tudo que estava alto - picaretando o título de "Loud"(2010) - chega bem mais baixo. Nesse meio tempo, Rihanna deve ter ouvido muito FKA twigs cujo reflexo aparece em "Woo", com uma colaboração de certa forma bacana do The Weeknd. E também SZA, que faz uma interessante releitura do tradicional R&B aliado ao recém redescoberto trip hop. SZA participa inclusive da faixa de abertura citada acima.
A cantora de Barbados está certa na seguinte afirmação, citada na letra de “Consideration”: “Let me cover your shit in glitter / I can make it gold, gold”. Ela consegue transformar um trabalho que não é tão forte em algo de certa forma moderno e desejado. E corajoso pela mudança em seu repertório. Se ela prosseguir assim (o que duvido muito), "ANTI" será considerado um divisor de águas em sua carreira, rumo a um caminho distante dos jabás e farofas óbvias das pistas. A grande vantagem é que se trata de um álburm espertamente curto: apenas 43:36" de duração. A boa sacada também foi deixar de fora dois singles que fizeram bastante sucesso no ano passado: "FourFiveSeconds" e "Bitch Better Have My Money". A versão deluxe ganha mais três músicas que ao fim não fazem nenhuma diferença, mas "ANTI" veio para ser diferente e cumpre o seu papel na carreira de uma popstar, que vez ou outra pode correr seus riscos. Não dou um ano para chegar um novo álbum a la Rihanna de sempre, cheio de refrão chiclete e hits de pistas.
ANTI foi disponibilizado na íntegra no dia 28 de janeiro, após ter vazado por completo na plataforma digital Tidal. O álbum físico será lançado nesta sexta-feira, dia 5 de fevereiro. Entre os produtores, estão Jeff Bhasker, Boi-1da, DJ Mustard, Hit-Boy, Brian Kennedy, Timbaland e No I.D. A Anti World Tour também sai em fevereiro. E se gostamos? Sim, gostamos, mas daqui a pouco enjoa.
Confira tracklist do álbum "ANTI", 8º na carreira de Rihanna:
1. Consideration (featuring SZA)
2. James Joint
3. Kiss It Better
4. Work (featuring Drake)
5. Desperado
6. Woo
7. Needed Me
8. Yeah, I Said It
9. Same Ol' Mistakes
10. Never Ending
11. Love on the Brain
12. Higher
13. Close to You
Versão deluxe:
14. Goodnight Gotham
15. Pose
16. Sex with Me
Ouça na sequência "Work", "Same Ol' Mistakes", "Woo" e "Kiss It Better":
Neil Tennant e Chris Lowe, mais conhecidos como "Pet Shop Boys", anunciaram essa semana mais um novo álbum de estúdio. "Super", 13º disco da banda, chegará às lojas no dia 1° de abril.
Produzido por Stuart Price, que já havia trabalhado com a dupla (e também com Madonna, Keane, New Order e o The Killers), a sonoridade de "Super" trará influências dos fundamentos da música eletrônica underground dos ano 80 - fundamento o qual a dupla também ajudou a construir. O primeiro single do trabalho é "Inner Sanctum", que traz influências do tecno dos alemães do Kraftwerk (o processo de composição foi todo feito em Berlim e a fase de gravação em Los Angeles com Stuart Price).
Ouça "Inner Sanctum", aqui no blog NLDJ, primeiro single oficial de "Super", novo álgum dos Pet Shop Boys:
"Super" será lançado em formato digital, CD e vinil. Confira tracklist abaixo:
1. Happiness
2. The Pop Kids
3. Twenty-something
4. Groovy
5. The dictator decides
6. Pazzo!
7. Inner sanctum
8. Undertow
9. Sad robot world
10. Say it to me
11. Burn
12. Into thin air
Depois do excelente "Electric"(2013), "Super" continua a seguir mais uma história pelos meandros da música eletrônica e coloca os Pet Shop Boys em situação de grande relevância para o gênero. Para os amantes da música - eletrônica e de qualidade - este será um álbum mais que obrigatório. Neil Tennat e Chris Lowe também anunciaram uma série de quatro apresentações especiais que acontecerão na London Opera House entre 20 e 23 de julho.
Há cinco anos sem um trabalho de estúdio inédito, PJ Harvey anuncia o lançamento do álbum “The Hope Six Demolition Project”, sucessor do épico "Let England Shake"(2011). Com data prevista para 15 de abril, “The Wheel” é o primeiro single deste aguardado trabalho. Ontem, quinta-feira (21/01), ouvintes da BBC Radio tiveram o privilégio de escutarem o single em primeira mão no programa de Steve Lamacq.
Ouça aqui no blog NLDJ “The Wheel”, novo single do aguardado “The Hope Six Demolition Project” de PJ Harvey:
“The Hope Six Demolition Project”, novo álbum da diva indie, trata-se de uma viagem sonora, que documenta com sons uma “jornada artística” de Harvey em regiões como Kosovo, Afeganistão e Washington DC. A trip sonora rendeu também um livro de poesia, “The Hollow of the Hand”.
A seguir a tracklist de “The Hope Six Demolition Project” e um trailer com as músicas dom álbum:
1. The Community of Hope
2. The Ministry of Defence
3. A Line in the Sand
4. Chain of Keys
5. River Anacostia
6. Near the Memorials to Vietnam and Lincoln
7. The Orange Monkey
8. Medicinals
9. The Ministry of Social Affairs
10. The Wheel
11. Dollar, Dollar
Adele está de volta com seu terceiro álbum de inéditas, "25". Depois de uma pequena estratégia entre divulgar trechos de música nova e carta aberta aos fãs, a premiada cantora inglesa retorna para quebrar a hegemonia das cantoras norte-americanas. E a sonoridade de "Hello", seu novo single, é um alívio para tanta dance-pop-dub-twerk-music que rola por aí.
Não sou fã número "um" de Adele. Na minha opinião, ela é a próxima Sade da vez, que de tempos em tempos lança um novo trabalho, mas sempre pautado no mesmo território. Não que isso me desagrade, pois considero Sade uma das maiores cantoras da atualidade, com uma carreira consistente e fiel ao seu repertório. Creio que não seja fácil ceder aos encantos comuns do showbiz. Porém, uma sonoridade nova é sempre bem vinda e Adele continua a sofrer com seu romantismo habitual. E vai vender muito com isso, sem sombra de dúvida.
"25", o álbum, precede o premiado "21" - que voltou a ser um dos mais vendidos da semana nas plataformas online - e teve divulgação com o lançamento do single "Hello" nas rádios BBC Radio 1, BBC Radio 2, KISS e Capital FM (às 4h30 da madrugada aqui no Brasil). O clipe foi liberado logo em seguida. Adele também avisou que depois de "19" e "21", "25" será o último álbum com título numérico na capa.
O terceiro disco de inéditas da cantora será lançado no dia 20 de novembro. O lindo videoclipe de "Hello" tem direção do top Xavier Dolan e participação de Tristan Wilds - o Dixon Wilson da série 90210 - como o chateado e abandonado amante de Adele. A música é linda e claro, mostra todo o preciosismo e virtuosismo vocal da cantora.
Confira tracklist de "25":
01 “Hello”
02 “Send My Love (To Your New Lover)”
03 “I Miss You”
04 “When We Were Young”
05 “Remedy”
06 “Water Under The Bridge”
07 “River Lea”
08 “Love In The Dark”
09 “Million Years Ago”
10 “All I Ask”
11 “Sweetest Devotion”
Assista ao clipe de "Hello", novo single de Adele e que marca a sua triunfante volta ao pop. Prepare o lencinho:
Uma das minhas bandas preferidas, Chromatics, está prestes a lançar um novo álbum. Prometido para este ano, "Dear Tommy" estava previsto para o primeiro trimestre, mas até o momento, infelizmente nada. Ainda assim, ganhamos mais uma linda música: "Shadow", naquele clima Chromatics de ser, com lindos vocais de Ruth Radelet, em construção pulsante de batidas. "Shadow" está disponível para download gratuito como parte da coleção anual "singles series" da Adult Swim.
Peaches, nossa musa e diva do Electroclash, vai lançar um novo álbum: intitulado de "Rub", o trabalho sai dia 25 de Setembro e contará com participações da também canadense Feist e Kim Gordon! Sim, Kim Gordon, musa, integrante da banda Sonic Youth. "Light In Places" é o single que abre os trabalhos de divulgação de "Rub"; E como se trata de Peaches, a letra traz toda a irreverência da cantora em trechos como "Light in places you didn’t know it could shine” ou “So much beauty coming outta my ass”. Confira o clipe performático, dirigido pela própria Peaches, com a participação de Empress Stah:
Ela poderia ficar conhecida apenas como a namorada - e agora noiva - de Robert Patson. Mas como já publicamos aqui, existem vários motivos de amar o trabalho de FKA Twigs, seja pelo R&B revisitado e moderno, seus clipes conceituais ou suas coreografias regadas a voguing. Ela de fato tem talento de sobra. E os fãs, assim como o blog NLDJ, estão ansiosos para seu novo EP, sem data de lançamento, mas previsto ainda para este ano. E depois de "Glass & Patron" lançado em março, agora é a vez de "Figure 8", dar graças ao mundo. Lançado hoje pela manhã no programa de Zane Lowe na Beats Radio 1, plataforma da Aplle Music, o single é daqueles bem sombrios e densos. Ouça "Figure 8" e entrevista com FKA Twigs:
"Figure 8", assim como "Glass & Patron" - que ela já havia apresentado no clipe para o Google Glass e depois teve uma nova versão para o YouTube Music Awards - já faziam parte do show "Congregata" de FKA Twigs, mas só agora o single foi colocado como oficial de seu novo EP, que terá quatro faixas conforme abaixo:
1. Glass & Patron
2. I’m Your Doll
3. Mothercreeper
4. In Time
Editado pelo jornalista Juliano Cesar Silveira, o blog NA LÍNGUA DO JU está na web desde julho de 2006 baseado no trinômio Moda Masculina, Comportamento e Cultura.