Grace Jones lança biografia e detona safra atual de cantoras


Beverly Grace Jones, você conhece? E a lendária Grace Jones? Eis que a modelo, cantora e atriz jamaicana radicada nos Estados Unidos está prestes a lançar uma auto-biografia escrita em parceria com Paul Morley, para nos contar um relato mais que revelador sobre sua carreira espetacular, vida turbulenta, mapeando o desenvolvimento de uma persona que a tornou um dos artistas mais famosos do mundo. "I´ll Never White My Memoirs" sai dia 29 de setembro pela editora Hardcover e pode ser adquirido em pré-venda aqui.

Capa da biográfica de Grace Jones, "I´ll Never White My Memoirs"

Grace Jones ficou famosa como modelo na década de 70 e 80, transformando-se em musa de estilistas como Saint Laurent, Montana e Azzedine Alaïa. Como cantora, seu três primeiros álbuns - "Portfolio" (1977), "Fame" (1978) e "Muse" (1979) - geraram grande repercussão e sucesso no mercado da época. E são clássicos até os dias de hoje. Durante esse período, ela também se tornou uma das musas de Andy Warhol, que a fotografou incontáveis vezes e a imortalizou em um de seus quadros. Jones também o acompanhou em várias ocasiões ao famoso, descolado e histórico clube "Studio 54" em Nova York, sendo uma  presença mais que VIP, marcando a história do descolado club. Pós era disco, Grace Jones se manteve na carreira de cantora através de experimentações da new wave vigente na época, lançando álbuns como Warm Leatherette (1980) e Nightclubbing (1981). Tais álbuns incluíram readaptações de canções do The Pretenders, Sting, Iggy Pop, Roxy Music, Flash and the Pan, The Normal, Ástor Piazzolla e Tom Petty.

A parceria visual com o estilista Jean-Paul Goude, com quem ela se casou e teve um filho, lhe rendeu o visual severo, andrógino e emblemático que marcou por definitivo a sua carreira nos anos 80. Isso em um tempo que não existiam personal stylist para construir ou cuidar do visual de uma cantora. O impacto foi tanto, que Grace Jones acabou por praticamente criar o movimento "power dressing" dos anos 80 com suas ombreiras marcadas e roupas acolchoadas. (Oi Lady Gaga!) Suas performances também carregavam este impacto de imagem, como a colaboração com o artista visual Keith Haring, que pintou o seu corpo com símbolos tribais e a vestiu com uma armadura de fios. O artista também pintou o corpo de Jones no clipe de "I'm Not Perfect (But I'm Perfect For You)". Alguém se lembra que Rihanna fez a mesma coisa?

 
Dispondo de dezesseis páginas de fotografias coloridas, muitas de seu próprio arquivo pessoal, "I´ll Never White My Memoirs"  tem o total de 400 páginas e promete ser o livro de cabeceira oficial deste trimestre.
 Leitura obrigatória para entendermos os rumos do pop atual, principalmente o comportamento de cantoras que admiramos tanto. De onde será que bem tanta criatividade? Ao acompanhar a carreira de Grace Jones, passamos a entender muita coisa. Em um dos trechos divulgados da biografia e que que está chamando a atenção da mídia e do público, Grace Jones revela a falta de criatividade das cantoras atuais, inclusive Madonna: "A pessoas me pedem para seguir uma tendência. Tem muito disso no momento: seja como Sasha Fierce, Miley Cyrus, Rihanna, Lady Gaga, Rita Ora, Sia, Madonna. Eu não posso ser como elas, a não ser no ponto em que elas já estão sendo parecidas comigo.” Disse tudo, né Miss Jones? A seguir uma performance recente da cantora para o clássico "I´ve Seen That Face Befor (Libertango)":



Serviço:
"I´ll Never White My Memoirs", biografia de Grace Jones
Autores: Grace Jones e  Paul Morley
Editora: Hardcover
Pré-Venda: Amazon. Clique aqui
400 páginas

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