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Look Back: vídeo mostra passado de gays idosos e emociona


O tempo passa para todos. Real? Um dia (se tudo correr bem), chegaremos à uma idade em que tudo não passará de boas lembranças...O que fizemos hoje marcará nossas vidas de uma forma única. E se o tempo passa, nossa aparência, nossos gestos...Tudo automaticamente muda. Não seremos jovens para sempre. Envelhecemos a cada dia que passa...Tipo letra de música mesmo. Melancólico, mas essa é a pura verdade.

O pessoal do site intomore.com, além de ser um site bem legal cujo assunto permeia o mundo queer, tem um canal no YouTube tão bom quanto. Na semana passada, um dos vídeos que me emocionou bastante, foi o "Old Gays Look Back At Their Younger Selves", algo como "gays idosos olham para seus eus mais jovens". Assim, quatro homens com idades entre 60 e 70 anos, compartilham algumas fotos antigas deles próprios. As fotos vão desde a infância, até os 20 anos mais ou menos, quando estavam no auge do físico, mente e atitude. Michael Peterson, Robert E. Reeves, Jessay Martin e Bill Lyons sentaram-se para relembrar as fotos e compartilharem as lições que aprenderam ao longo de suas vidas.

O vídeo é surpreendentemente emocionante e oferece um lembrete de boas-vindas de que todos nós vamos ser velhos eventualmente (se tivermos sorte, é claro!).  Então aproveite o dia e não se preocupe com coisas pequenas...Aproveita e acesso o canal do Intmore aqui. tem mais vídeos bem bacanas por lá, inclusive essa série "Old Gays".

Confira a seguir "Old Gays Look Back At Their Younger Selves":

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Conheça Desmond Is Amazing, a drag queen de 10 anos de idade!


Desmond Napoles, mais conhecido como "Desmond is Amazing", é uma drag queen novaioquina de 10 anos. SIM! 10 anos de idade! Já conta com um séquito de seguidores no Instagram - 32.700 - e é o membro mais novo da House of UltraOmni, uma das casas dos tradicionais bailes de voguing de Nova York. Entre suas inspirações ele inclui Andy Warhol e Keith Haring, estilistas como John Galliano, Betsey Johnson, Comme de Garçons, Thierry Mulger, Vivienne Westwood e Alexander McQueen e, claro, RuPaul.
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Trans-Power: Lea T. e Valentina Sampaio nas edições de dezembro da Elle e Vogue Brasil

Primeiro foi a Elle e agora a Vogue, que apresentam para o mês de dezembro as modelos transexuais Lea T. e Valentina Sampaio respectivamente em suas capas.

A Elle Brasil convidou 6 personalidades brasileiras pra personificarem obras icônicas da história da arte na edição de dezembro da revista: a atriz Sônia Braga é “Mona Lisa” de Leonardo da Vinci , o casal Taís Araújo e Lázaro Ramos recriam “O Beijo” de Gustav Klimt, o cantor Caetano Veloso posa aos moldes da série “Joiners” de David Hockney, o dramaturgo Zé Celso encarna “O Grito” de Edvard Munch e a modelo Lea T é a Vênus de Sandro Botticelli. Os cliques de Lea são de Mariana Maltoni, com stylist de Renata Correa. A capa foi até publicada no perfil de Riccardo Tisci, ex-Givenchy e grande amigo da modelo.

Uma publicação partilhada por Riccardo Tisci (@riccardotisci17) a

Já a Vogue  Brasil conta com Valentina Sampaio e duas versões de capas: a 1ª tem um clima anos 80, com edição de moda de Pedro Sales e beleza assinada por Rodrigo Costa. Já na 2ª, a modelo posa no chuveiro: o styling ficou a cargo de Yasmine Sterea e beleza de Henrique Martins. Os cliques são de Gui Paganini.

Se foi coincidência ou não, a gente nem liga. Ambas estão maravilhosas e nos dá a sensação de encerrar 2017 com um grande chega pra lá na caretice...

Lea T na capa da Elle Brasil de dezembro

Valentina Sampaio na Vogue Brasil de dezembro em duas versões de capa...

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Conheça Hungry, a drag queen que redefine conceitos de arte através da maquiagem


O ano de 2017 marca por definitivo a volta da cultura drag pelo mundo. Com o sucesso de RuPaul ´s Drag Race e a onda de artistas surgindo como cantoras e performers, a drag queen deste século é bem diferente daquela que definiu os meandros da cultura clubber nos anos 90. Não basta apenas estar montanda, arrasando no carão e no lip-synth . Tem que trazer uma filosofia por trás deste conceito todo. Com essa onda conservadorista que assola o mundo, drag queen hoje é questão de voz, luta pela liberdade de expressão e de gênero, assim como um resgate do símbolo de resistência que as mesmas representaram lá no início dos movimentos LGBTQ. E claro, símbolo de arte!

Neste exato momento, uma artista que chama a atenção é a drag queen alemã Hungry, que através da maquiagem, redefine conceitos de arte. É o nome por trás do trabalho visual do novo álbum da Björk, "Utopia", recém lançado agora em novembro. Também já falamos dele aqui no blog. Björk já se declarou fã assumida de "RuPaul´s Drag Race" e a parceria com Hungry resultou na impactante persona híbrida desta nova fase da cantora.

Hungry é super conhecida na cena de Berlim. Seu visual é instigante por desconstruir ideais de beleza inserindo volumes e elementos gráficos em sua maquiagem que, ressignificados, ficam atraentes e de uma maneira que marcam a sua construção drag. Um estilo definido por ela como "drag distorcida". E justamente foi este estilo único que a deixou famosa, já que mescla arte, maquiagem e uma dose de futurismo. Sua especialidade é criar efeitos que simulam múltiplos olhos – para isso, ela usa lentes de contato e replica o visual de um segundo par de olhos na própria pele.

É no Instagram, onde hoje acumula 183.000 seguidores, que a artista compartilha suas criações. Cada estilo pode combinar diversos aspectos para a criação de um visual único, incluindo cabelos, maquiagem, roupas e muita pintura facial. Entre as referências visuais estão uma estética meio alienígena, o surrealismo, insetos, símbolos da realeza, divindades, mitologia…



Hungry fez faculdade de moda e já foi estagiária na marca de Vivienne Westwood. Seu estilo com certeza pintará em vários editoriais de moda pelo mundo afora. É marcante, é novo e define por completo essa nova fase da cultura drag, onde personificar o feminino não é apenas o foco principal. Mas sim, redefinir conceitos e se expressar artisticamente com verdadeira relevância.

Instagram: instagram.com/isshehungry

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Transexuais e drags de Porto Rico no documentário "Mala Mala"


Nos últimos tempos, além de séries, tenho me vidrado muito em documentários. Seja na Netflix, Globsat Play, YouTube e afins. É sempre uma boa pedida, muito mais até do que longas, que não têm me apetecido muito. 

Essa semana assisti "Mala Mala", dos diretores Dan Sickles e Antonio Santini. Original de 2014, fez sucesso em festivais no ano de 2016. Trata-se de uma obra sobre transexualidade, em um país subdesenvolvido, no caso, Porto Rico. Mas poderia ser aqui no Brasil também. No decorrer de 89 minutos, conhecemos as histórias de 8 diferentes perfis de mulheres trans (e 1 de homem trans) a fim de mostrar a diversidade de aspirações dentro dessa comunidade e expor realidades e histórias ainda cruelmenre marcadas pela discriminação. Entre as entrevistadas estão uma prostituta, uma hairstylist, uma atvista (April Carrion) e uma futura participante do RuPaul Drag Race. 

"Mala Mala" também inclui a histórica vitória da comunidade LGBTQI no país, com a aprovação e assinatura da Lei 238-2014 (em Porto Rico), que previne a discriminação no emprego com base na orientação sexual e/ou identidade de gênero. É interessante ver a população em questão envolvida nessa luta e conquista nesses tempos tão temerosos que vivemos. Ainda mais se tratando de um país tão pequeno, onde essa política pública tão importante foi aplicada. E conseguimos também concluir que a prostituição é um ponto ainda muito comum para a população. Ainda temos muito que lutar...

Fica aqui a minha dica e já adianto que vale muito a pena. A trilha é fantástica, assim como a direção e fotografia do material. Inclusive, o clipe de "Métele" da porto-riquenha Buscabulla, é inspirado no material...

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Drag queen Milk para a MDNA Skin da Madonna!


Uma drag queen e Madonna juntas? Sim, sabe onde? Na campanha da MDNA Skin! E a gente adorou ver a Milk encarnando várias fases da cantora: Blond Ambition, Cofessions e Rebel Heart. Na nova propaganda a narração é feita por Madonna e as imagens trazem uma silhueta empoderada com looks icônicos enquanto a figura posa pra fotos. A surpresa fica para o final...


Milk, nome drag de Daniel Donigan, participou da sexta temporada de "RuPaul's Drag Race", onde ficou classificada no 9º lugar.  Em 2018, participa da terceira temporada de "RuPaul's Drag Race: All Star", que já contamos como vai ser aqui no blog NLDJ (clique aqui).

Fotos de Milk desmontada têm feito bastante sucesso no Instagram da drag...

Uma publicação partilhada por Milk (@bigandmilky) a

Milk na foto promocional de "RuPaul's Drag Race: All Star". Fetiche, não? 

Uma publicação partilhada por Milk (@bigandmilky) a

Aqui, os bastidores da gravação da campanha da MDNA Skin:



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"Drag Me as a Queen – Uma Diva Dentro de Mim!" estreia dia 20/11 no canal E!


Contamos pra você aqui no blog NLDJ que em outubro do ano passado, o canal E! efetuou uma convocação para as drags de todo o Brasil com o intuito de encontrar três apresentadoras para o programa inédito "Drag Me as a Queen – Uma Diva Dentro de Mim!". E sim, já temos as escolhidas: Ikaro Kadoshi, Rita von Hunty e Penelopy Jean. E o mais impotante: com produção local, o canal faz história na TV brasileira, sendo o primeiro a lançar um programa com drags. 

As apresentadoras Ikaro Kadoshi, Rita von Hunty e Penelopy Jean

Com estreia prevista para o dia 20 de novembro, as 22 horas no canal E!, "Drag Me as a Queen – Uma Diva Dentro de Mim!" apresentará três apresentadoras e 13 mulheres em busca do autoconhecimento. Nesta quarta produção nacional do E!, as drags Ikaro Kadoshi, Rita von Hunty e Penelope Jean vão colocar a autoestima das participantes lá em cima ao desvendarem os caminhos para expor as divas que habitam cada uma. “O que fazemos é auxiliar uma jornada em direção à auto-descoberta e ao amor próprio: dois sentimentos que podem empoderar qualquer pessoa que saiba apropriar-se delas”, destaca Rita von Hunty. 

A primeira etapa do programa, traz seis episódios e promete chamar a atenção para um assunto tão em pauta nos dias de hoje: a aceitação. E as mulheres são as grandes estrelas. “A figura feminina sempre foi e sempre será a grande inspiração de todas as drag queens. O que nós fizemos foi criar um mundo novo baseado nisso, com um outro olhar, de maneira artística”, explica Ikaro Kadoshi.

Para Penelopy Jean, Drag me as a Queen é uma grande homenagem às mulheres. “Não queremos ensinar uma mulher a ser mulher, mesmo porque elas sempre terão mais a nos ensinar do que nós poderíamos ensinar a elas. No entanto, a arte drag tem esse poder de motivar e fazê-las se reconhecerem e se redescobrirem como as divas que elas realmente são. Nosso papel é de elogiá-las para que elas sempre estejam cientes e se orgulhem das suas qualidades e dos seus valores; fazer com que se sintam sempre à vontade onde quer que estejam e livres para serem quem são, sem ligar para qualquer padrão ou rótulo estabelecido”.

Vice-presidente sênior de Marketing, Criativo e Digital do E! para América Latina, Marcello Coltro ressalta que canal sempre abriu espaço para todo tipo de público, por isso, tem como base a cultura pop, que sempre foi uma mescla democrática e respeitosa. “Lançar Drag Me As A Queen é falar que sempre estivemos aqui e celebrar com a nossa audiência um momento em que mais e mais pessoas e marcas querem abraçar a diversidade e reconhecê-la como o todo que é e sempre foi. Não estamos levantando bandeiras, estamos abrindo espaços. O programa vai muito além, também, de falar sobre a arte drag ou das inúmeras vertentes de aceitação sexual e corporal das pessoas”.

"Drag Me as a Queen – Uma Diva Dentro de Mim!" é produzido pela Movioca Content House, com direção de Maristela Mattos. 

Sobre as apresentadoras:  


Rita von Hunty é uma drag cheia de tentáculos. Seu andar deslizante, voz macia e estilo pin-up atraem todas as atenções onde quer que esteja. Rita é ferina, sarcástica e dona de um humor ímpar – mas tudo, sempre, com o rigor da mais alta classe. Pessoas são o hobby de Rita. Ela gosta de seduzir e descobrir os segredos para resgatar feras que se escondem na intimidade. Capaz de gerir um exército com seu poder de envolvimento, Rita só declara guerra à falta de autoestima e timidez. Ela sente-se pessoalmente desafiada a tirar o melhor de cada um que cruza o seu caminho. Mesmo que, às vezes, ela faça uso de jogos psicológicos para dar uma pequena ajuda. Guilherme Terreri, 26, é a Rita von Hunty, além de ator, professor de Inglês e Literatura Inglesa.


Penelopy Jean é conhecida como The Next Drag Super Star. É multitalentosa, sendo considerada a rainha da cultura pop, das pick-ups e das pistas de dança. Com seu aspecto esnobe, mas ao mesmo tempo irresistível, ela faz transformações icônicas, que vai dos anos 70 ao futurístico com a velocidade da luz. Penelopy é uma hipérbole ambulante: muita cor, muito brilho, perucas colossais e performances que provocam abalos sísmicos. Cover de Lady Gaga, Penelopy leva todos os últimos movimentos da Mother Monster nas suas apresentações. A transformação é tão completa que jornais de vários países já usaram fotos dela para ilustrar reportagens sobre Gaga. O designer gráfico Renato Ricci, 30, é quem dá vida à Penelopy Jean.


Ikaro Kadoshi monta-se como drag queen há 17 anos e tem como especialidade emocionar seu público: seja nas performances sempre teatrais ou na rapidez com que entende os sentimentos alheios. A imagem de Ikaro é inesquecível: em um mundo onde reinam as perucas, a drag dele é andrógina e ostenta uma imponente careca. Ele impressiona pela criatividade e multiplicidade de material que usa para compor make e look. Versatilidade, capacidade de transformação e sofisticação compõem a tríplice coroa de Ikaro Kadoshi, que já rodou o mundo com performances, campanhas publicitárias, grafites e exposições de fotos. Tiago Liberato, 37, que dá vida a Ikaro, é ator, jornalista e modelo.

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Documentário sobre a polêmica morte da ativista trans Marsha P. Johnson é programa obrigatório no Netflix


Todo mundo já sabe da história (ou pelo menos deveria): na madrugada de 28 de junho de 1969, um grupo de policiais de Nova York fez uma rotineira e violenta batida no bar Stonewall Inn, local, frequentado por gays, lésbicas, trans, drag queens e outras figuras marginalizadas, que era constantemente alvo de hostilizações e de abusos policiais. Porém, algo diferente aconteceu nesta noite: revoltados, os frequentadores jogaram copos e se recusaram a serem presos. A resistência e a revolta espalharam-se como um rastilho de pólvora pelo bairro do Greenwich Village, com LGBTs lutando contra os policiais, virando carros e tirando abruptamente do armário a violência e o desprezo dirigido pela sociedade e pelo Estado àquelas pessoas, ressignificando-os  por meio do grito do orgulho gay. O episódio é considerado por muitos como o pontapé inicial do movimento LGBT contemporâneo. 

Marsha P. Johnson estava na linha de frente dessa importante noite de resistência, ao lado de outras drag queens. Nascida Malcolm Michaels, em 1945, Marsha era negra, drag queen, prostituta, modelo de Andy Warhol e, acima de tudo, tornou-se uma figura fundamental e catalizadora nos primeiros anos das lutas dos LGBTs por direitos nos Estados Unidos. Em 1992, seu corpo foi encontrado no rio Hudson, próximo ao bairro onde viveu e militou. Classificada como "suicídio", as circunstâncias de sua morte nunca foram totalmente esclarecidas ou investigadas. 

O legado e a trajetória da ativista é o centro do documentário "The Death And Life Of Marsha P. Johnson" (A Morte e a Vida de Marsha P. Johnson), disponível no Netflix. Além de explorar as biografias das veteranas de Stonewall, o filme captura a longa luta de outra  trans, Victoria Cruz, para reabrir o caso e pedir justiça para Marsha.

O diretor David France, além de cineasta, também é um jornalista investigativo (e premiado). É dele o doc "How to Survive a Plague" (2012), sobre o início da epidemia da Aids. David sempre escreveu sobre a doença e dedicou o filme ao seu parceiro que morreu em decorrência da Aids em 1992, coincidentemente, mesmo ano da morte de Marsha.



A morte de Marsha

Descrita como amável, cheia de vida, conhecida e celebrada no mundo todo, Marsha teve um fim tragicamente comum entre os membros da sua comunidade.

Em 6 de julho de 1992, seu corpo foi encontrado no rio Hudson, poucos dias depois da Parada do Orgulho Gay daquele ano. O caso foi rapidamente encerrado e registrado como suicídio. Para os amigos, porém, Marsha P. Johnson foi assassinada aos 46 anos, após uma vida de dedicação aos direitos LGBTs. Para muitos, a pioneira é considerada a Rosa Parks do movimento pela diversidade, em alusão à ativista negra símbolo da luta pelos direitos civis. 

A história de Marsha, infelizmente, não pertence ao passado. A violência contra travestis e transsexuais continua em patamares altíssimos no mundo todo, sem, no entanto, receber a atenção devida de autoridades, da mídia ou da sociedade.

Segundo relatório da National Coalition of Anti-Violence Programs, 33 pessoas foram mortas nos Estados Unidos em 2017 em decorrência da LGBTfobia. Grande parte da violência é voltada contra os transgêneros: só neste ano, 16 mulheres trans, todas elas não-brancas, foram assassinadas.

No Brasil, o inferno das trans é ainda pior. Somos o país que mais assassina pessoas trans no mundo, segundo relatório da organização Transgender Europe em 2016. Só no ano passado, ao menos 144 travestis e transexuais foram assassinados, segundo levantamento do Grupo Gay da Bahia. O número pode ser ainda maior, já que esse tipo de violência é tradicionalmente subnotificada.

Em tempos em que a mídia super-expõe trans e drags como ícones pop ou estrelas de reality show, é muito importante assistir ao documentário "A Morte e a Vida de Marsha P.Johnson", pois a violência sofrida por essa população também deveria ter o mesmo espaço para assim, tornar cada vez mais pública a questão e quem sabe, reais providencias de nossos governantes. 
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DOCUMENTÁRIO “DIVINAS DIVAS” É ATRAÇÃO DO CANAL BRASIL NESTA SEGUNDA (25)


O Canal Brasil transmite na próxima segunda (25) a produção “Divinas Divas”, de Leandra Leal, na faixa “É Tudo Verdade”, às 22h. A produção foi eleita como melhor documentário no Festival do Rio em 2016.

Leandra Leal cresceu nas coxias do Teatro Rival. A intérprete é neta de Américo Leal, produtor da casa, e filha de Ângela Leal, herdeira do espaço. Aos 17 anos, a atriz fazia pesquisa para viver nova personagem e descobriu uma história familiar ainda inédita. Seu avô foi pioneiro ao abrir o próprio palco há mais de cinco décadas para um show protagonizado por homens vestidos de mulher. Rogéria, Valéria, Jane Di Castro, Camille K, Fujika de Halliday, Eloína, Marquesa e Brigitte de Búzios marcaram época com um espetáculo transgressor, quebrando paradigmas e enfrentando o regime militar. Em sua estreia na direção, a atriz traz o reencontro das "Divinas Divas", em um filme repleto de histórias deliciosas sobre a carreira dessas icônicas artistas da contracultura.



A coprodução do canal resgata a história da primeira geração de artistas travestis e transexuais a fazer sucesso na cena cultural do Rio de Janeiro. Rogéria, Valéria, Jane Di Castro, Camille K, Fujika de Halliday, Eloína dos Leopardos, Marquesa e Brigitte de Búzios relembram como descobriram a vocação para o canto e para o teatro, e os figurinos dos primeiros espetáculos dos shows nos teatros Carlos Gomes e João Caetano, ambos na Praça Tiradentes, no centro do Rio.

Os depoimentos são intercalados com imagens de arquivo, vídeos, fotos, capas de revista e bastidores. Elas também falam sobre a suas sexualidades e identidade de gênero, a rejeição familiar e a censura no regime militar.

Há espaço para questionamento sobre o conservadorismo da época, infelizmente ainda intenso na sociedade atual. As transformistas falam sobre a aceitação da homossexualidade, a rejeição familiar – o depoimento de Brigitte de Búzios conta sobre uma internação psiquiátrica para cuidar do que a família chamava de doença – e a censura do regime militar. Casos curiosos sobre paixões da juventude e histórias de bastidores sobre as apresentações percorrem o documentário. Com grande talento para o canto e a dança, a direção mostra que há muito mais do que plumas e paetês por baixo do figurino extravagante. As Divinas Divas acompanharam as transformações políticas e sociais do Brasil ao longo dos anos. Para citar as próprias palavras de Rogéria no roteiro, elas são a prova de que estrelas não têm idade. 

"Divinas Divas" dia 25/09, às 22h e domingo, dia 01/10, às 18h no Canal Brasil.
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A "Cura Gay"


Então tá: um grupo de psicólogos se acha no direito de fornecer terapias de reversão sexual para LGBT´s, alegando que existam interessados nesse tipo de assistência psicológica (o que é fato). Vão lá com o juiz federal, que não vê motivo plausível no perigo desse tipo de assistência (ainda que tais terapias já foram provadas cientificamente de que não possuam resolutividade alguma), e concede uma liminar para o tal grupo colocar o tratamento em prática em todo o território nacional.

Acima dos céus e acima de tudo, o grupo de psicólogos e o tal juiz federal (que querem mais é aparecer - Oi Eleições 2018!), ignoram as decisões de órgãos como a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), o Conselho Federal de Psicologia (CFP), a Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Anistia Internacional. Se desde 1990, por determinação da OMS, a homossexualidade deixou de constar na lista de doenças mentais, como é que em pleno século XXI voltamos a ser considerados doentes e necessitados de tratamento? Se desde 1991, quando a Anistia Internacional instituiu a discriminação contra homossexuais como uma violação dos direitos humanos, como é que em 2017 a Justiça Federal do Distrito Federal permite esse perigoso retrocesso?


Simples: além dessa onda de conservadorismo explícito que assola o planeta, a sociedade retrógrada, preconceituosa e coronelista do Brasil nos vêem assim: doentes. Nossa orientação sexual é passível de escolha, de uma simples opção e se houver uma prevenção, não existirão mais homossexuais no país. A partir de agora, e perante aos olhos coniventes de toda a sociedade, seremos os ratinhos de laboratório sob foco de testes e pesquisas, com tratamento de choque e várias sessões de estupro corretivo. Não tão diferente do que já acontece, sendo que o Brasil ocupa a liderança mundial no ranking de violência contra a população LGBT. E por aí já existem muitos psicólogos e psiquiatras que oferecem tratamento de reversão sexual, mas que agora, poderão divulgar claramente seus serviços, amparados por uma liminar assinada por um juiz federal.


Conforme dados do GGB (Grupo Gay da Bahia), no Brasil, a homofobia mata uma pessoa a cada 25 horas, levando em consideração os casos relatados. Não temos leis e muito menos políticas públicas que nos garantam segurança e liberdade de ser o que somos. Homofobia não é crime no país. E mesmo quando um órgão como a OMS não nos considera doentes, uma liminar agrava ainda mais o risco de sermos atacados nas ruas a qualquer hora do dia. Se não mortos, acabamos numa guia espancados e com sequelas. Ainda assim, muitos vivem dentro de uma bolha, em uma vidinha ordinária, envoltos na sorte de uma aceitação e respeito de familiares, amigos e ambiente de trabalho. Essa mesma sorte faz com que se considerem isentos de qualquer tipo de ataque contra a sua orientação sexual. Para tais, quem sofre homofobia é gay afeminado. Gay periférico. Mas o fato é que nenhum homossexual está livre desse tipo de situação.


Sim, são muitas pautas. Estamos aí na maior crise política e econômica já vivida por este país. Mas a tal da "cura gay" não pode ser tratada apenas como um factoide para desviar a atenção do que realmente importa. Não dependemos apenas de resoluções políticas. Dependemos também da luta contra questões sociais que podem determinar o que devemos ser. O que é aceito. O que é certo aos olhos de uma gestão não laica que gera esse país. E sim, uma determinação como essa, da "cura gay", com o respaldo da Justiça Federal, é mais que um precedente para aumentar os índices de homofobia no país.


Enquanto não nos unirmos de verdade e declararmos guerra, continuaremos a correr sérios riscos. Enquanto transformarmos desgraças em memes ou piadas, continuaremos sem Legislação alguma que garanta nossos direitos quanto cidadãos LGBT´s. E não, não vivemos em uma democracia. Existem cabeças com muito poder de articulação que pretendem nos excluir da face da terra. Seus planos já estão há tempos em execução. E se não formos agredidos ou assassinados com a ajuda de liminares, discursos inflados ou a clara e total falta de apoio de governantes, seremos retirados à força de dentro de nossas casas, envoltos numa camisa de força e direto pra rehab. Lá, nos aplicarão a "cura gay", totalmente amparada pela Justiça Federal.


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Beijo gay na Vogue Itália de Setembro


Aqui no blog NLDJ, dentro da nossa postagem especial sobre as capas da Vogue de setembro, uma das que estávamos ansiosos por ver era justamente a da Vogue Itália. E Emanuele Farneti não nos decepcionou: ao substituir a icônica Franca Sozzani, o novo editor da revista continua com o legado em fazer da Vogue Itália uma das mais expressivas e contestadoras do mercado editorial de moda. E sob a direção criativa do brasileiro Giovanni Bianco, a aguardada edição com o título "Bacio", traz Edoardo Velicskov e Pablo Rousson, casal na vida real, protagonizando um beijo gay.

A capa da Vogue Itália, que está fazendo um bafafá não somente na moda, como também em redes sociais, traz ainda mais duas versões com os modelos Mariacarla Boscono e Federico Spinas, além das modelos Lily Aldridge e Vittoria Ceretti, também em cena de beijo!

Realmente uma grande surpresa para a franquia, já que as capas de setembro (como já publicamos aqui) não trouxeram nenhuma novidade...


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Acne Studios traz família homoafetiva em campanha de Inverno 2017

Com fotos da dupla Inez Van Lamsweerde e Vinoodh Matadin, a Acne Studios traz uma campanha com o tema família homoafetiva para seu Inverno 2017.  Nela, o casal gay Kordale Lewis e Kaleb Anthony e seus quatro filhos, Desmiray (10), Maliyah (9), Kordale Jr (8) e Kaleb Jr (6 meses) aparecem em cliques bem avonts e divertidos, em um quarto de hotel em Nova York

O casal Kordale e Kaleb são bem populares no Instagram, com mais de 170 mil seguidores. Eles ficaram conhecidos em 2014 quando uma foto deles penteando o cabelo de sua filha viralizou. “Ser pai é acordar sua filha às 5h30, fazer café da manhã, vesti-la para escola e coloca-la no ônibus às 6h30. Não é fácil, mas nós curtimos cada momento”, dizia o post.


O diretor criativo Jonny Johansson disse que a marca começou como um coletivo e que eles se sentiam como uma família. “Quis então retratar as famílias de hoje”, disse. “Uma família moderna não é definida por um homem e uma mulher. Temos pais separados, pais sozinhos, pais gays, héteros”, diz Kordale. “Uma família é aquela que ama seus filhos e ama se sentir como uma coisa só, independente de suas preferências sexuais e da cor de sua pele”, completa Kaleb.

A seguir, fotos da campanha divulgadas no Instagram da marca: 





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PRA FERVER: Leona Vingativa ataca de cantora e lança o single “Não Pode Esquecer O Guanto”!


Em tempos de Pablo Vittar, Gloria Groove e tantas outras drags que apostam na carreira de cantora, eis que Leona, a assassina vingativa e inimiga número um da aleijada hipócrita está de volta! A popstar da internet, que ganhou fama com uma websérie, passou por uma TRANSformação física, e agora quer emplacar de vez com a carreira de cantora. Seu primeiro single, intitulado “Não Pode Esquecer O Guanto”, ganhou clipe colorido e animado, cheio de ritmo, colocação e sensualidade. E o mais bacana: a canção lembra da importância de usar o “guanto” (camisinha).

Leona em sua websérie "Leona a Assassina Vingativa"

O vídeo foi realizado no Pará, terra natal da artista. “É minha música nova. Vai bombar, querida! Arrasa!”, berra ela no início do vídeo. Leona Vingativa voltou a ser notícia no ano passado, após ser presa sob suspeita de furtar uma loja em Belém. A artista, no entanto, negou que tenha roubado as peças. “Não, tava lá, eu peguei emprestada”, disse na época.

"Não Pode Esquecer o Guanto", é a segunda faixa do EP "Vida de Patrícia" que estará disponível em breve em todas as plataformas digitais. O primeiro single, que dá nome ao EP você pode ouvir aquiVeja a seguir, mas antes, aprenda a letra de “Não Pode Esquecer O Guanto”, pra arrasar na buatchi cazamigas!

As travas bem babadeiras
Não deitam pra bofe nenhum
Elas vão pra bater beira
e voltam com mil e um
Sai de dia, sai a noite
Não pode esquecer o guanto

Não pode esquecer o guanto (5x)

Eu fui caçar um boy, 
Lá no Ver-o-peso
Vi umas bichas ali penando
Eu logo pude prever:
Não tem porta pra bater
Não tem PG (programa) pra fazer
Mas sei que vai clarear
Vai surgir um PG pra você

Não pode esquecer o guanto (5x)

E fresco malandro
Ele foi se arranjar lá no Marajó
Vendeu pupunha
Foi tirar açaí do cipó
Lá no rio ele pescou,
mas só vinha fuleiragem
"Vou voltar é pra Belém,
só tá faltando o da passagem
Lá eu sou popstar,
no meio da malandragem
Eu vou pra boate, vou pro Reduto
e pra Aparelhagem"

Não pode esquecer o guanto (5x)


GLOSSÁRIO:
Guanto: camisinha
Bater beira: dar um rolé
PG: programa
Fresco: gay
Fuleiragem: coisa ruim, coisa uó
Reduto: bairro onde fica a zona


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Converse lança sua 2017 Pride Collection nesta quinta, 25 de maio

Faltando poucos dias para junho, mês em que que se comemora o orgulho LGBTQ, a Converse acaba de revelar a sua 2017 Pride Collection. Como já é de tradição da marca, a coleção traz uma linha bem colorida e corajosa, pautada nas cores da bandeira do arco-íris, que representam o segmento e as comunidades LGBTQ no mundo todo.

Em comunicado, a Converse reafirma sua crença de que independentemente do seu sexo, orientação sexual ou identidade, todos são livres para serem quem são". A coleção estará disponível no ecommerce da marca a partir de amanhã, 25 de maio, com preços que variam de US $ 25 a US $ 110.

A receita líquida das vendas diretas da coleção 2017 Pride Collection será revertida para a "It Gets Better" e "The Happy Hippie Foundation" (fundada por Miley Cyrus), duas organizações que apoiam a missão de criar e inspirar resultados positivos nas vidas de lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros em todo o mundo.

Site: converse.com




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