19 anos de "Ray Of Light", audacioso, introspectivo e eletrônico álbum de Madonna


Há exatos 19 anos, Madonna lançava "Ray Of Light", seu sétimo álbum de estúdio. Gravado no ano de 1997 no Larrabee North Studios, Califórnia, é um dos mais aclamados e introspectivos trabalhos da cantora.

Contando com a produção da própria Madonna, William Orbit, Patrick Leonard e Marius de Vries, ROL veio após o lançamento da coletânea de baladas "Something to Remember" (1995). Neste período, a cantora também se preparava com aulas de canto para protagonizar "Evita" (1996). Passou a se dedicar à Cabala e principalmente, teve um dos momentos mais marcantes de sua vida: o nascimento de sua primeira filha, Lourdes Maria Ciccone Leon. Toda essa vivência/experiência trouxe uma maturidade musical e interpretativa para o álbum, apresentando uma Madonna espiritualizada, renovada e cantando de uma forma nunca antes vista. "Foi muito catalisador para mim. Fez com que eu procurasse respostas para questões que eu nunca havia me perguntado antes", disse a cantora para a revista Q em 2002.

Uma das curiosidades do disco, é que além de seu apelido "Veronica Electronica", o nome original seria "Mantra", conforme já narrou Liz Rosenberg, assessora de Madonna. Mas como a cantora sempre optou por nomes de músicas em títulos de seus álbuns, nada mais oportuno quanto "Ray Of Light", onde entendemos logo de cara qual é o clima e contexto do trabalho. A capa, assim como o encarte ficaram a cargo do fotógrafo Mario Testino, e também traz esse clima de mudança e maturidade da cantora.


A produção de William Orbit - mago da música eletrônica - marca por definitivo a introdução de Madonna na música eletronica, apresentando nas faixas do álbum várias influências de estilos como o techno, eurodance, trip hop, drum and bass e ambient. Entre as inspirações para as letras, além de suas próprias experiências como sua recente maternidade e descoberta espiritual, Madonna apostou em muitos samples, poesia e literatura, como no livro de ficção científica pós-apocalíptica The Drowned World (1962), escrito por J.G. Ballard. Assuntos como morte e renascimento e muito romantismo não linear e pouco óbvio também se encontram no álbum, que conta com a faixa "Shanti/Ashtangi", uma oração em sânscrito cantada por Madonna


Confira tracklist de "Ray Of Light":

01. Drowned World/Substitute For Love
02. Swim
03. Ray Of Light
04. Candy Perfume Girl
05. Skin
06. Nothing Really Matters
07. Sky Fits Heaven
08. Shanti/Ashitangi
09. Frozen
10. The Power Of Good-bye
11. To Have And Not To Hold
12. Little Star
13. Mer Girl
14. Has To Be (faixa inclusa somente na edição do álbum lançado no Japão).

+ Clique aqui e ouça o álbum na íntegra!

Com o grande crédito de levar a música eletrônica ao mainstream e influenciar a música pop à época de seu lançamento, "Ray of Light" vendeu mais de 16 milhões de cópias e ganhou quatro Grammys. Também pode ser considerado um dos trabalhos que ao lado de "Erotica"(1992), rendeu mais singles à Madonna. No total foram cinco e lançados com grande sucesso: "Frozen", "Ray of Light", "Drowned World/Substitute for Love", "The Power of Good-bye" e "Nothing Really Matters". Já em 2001, a turnê Drowned World Tour promoveu o álbum e seu sucessor Music (2000).

Singles: 

Os singles de "Ray Of Light" renderam inspiradoras imagens de Madonna: couture, morena, loira, cabelão ou japonesa, nunca um trabalho em sua carreira foi tão consistente quanto este. Diretores de peso contribuíram para nos introduzir de olhos bem abertos a este universo introspectivo e eletrônico de Madonna. Confira a seguir e comemore com a gente os 19 anos de um dos melhores e mais audaciosos trabalhos de Madonna:



"Frozen": Chris Cunningham, conhecido pelas loucuras do Aphex Twin, dirigiu "Frozen" em imagens feitas no deserto de Mojave-Califórnia, nos Estados Unidos, com Madonna vestida de Jean-Paul Gaultier. Além de belíssimas imagens e muitos mais efeitos especiais do que podemos imaginar, o clipe foi classificado como um dos mais caros da carreira da artista.



"Ray Of Light": faixa que dá nome ao disco, teve direção de Jonas Åkerlund, velho parceiro da cantora. As imagens de fundo onde Madonna é vista incluem várias cidades, como Los Angeles, Nova Iorque, Londres e Estocolmo, além de uma dança irresistível da cantora. Ganhou os prêmios de Melhor Direção, Melhor Coreografia em Vídeo, Melhor Vídeo Feminino e Melhor Vídeo do Ano no MTV Music Awards de 1998.



"Drowned World/Substitute for Love": Walter Stern, conhecido por vídeos do Produgy e do clássico clipe de "Bitter Sweet Symphony" do The Verve, ficou a cargo da direção do clipe para "Drowned World/Substitute for Love". Filmado em Londres, foi considerado como uma referência à perseguição nos últimos momentos de vida da Princesa Diana, o que foi desmentido por Madonna.



"The Power of Good-Bye": O fotógrafo Matthew Rolston foi o responsável pelo jogo de sedução e despedida entre Madonna e o ator Goran Višnjić no clipe de "The Power of Good-Bye".


"Nothing Really Matters": Johan Renck, conhecido hoje como diretor de séries de TV - Breaking Bad e The Walking Dead - dirigiu a loucura oriental de "Nothing Really Matters", baseado na obra “Memórias de uma Gueixa” de Arthur Golden. O inpactante quimono vermelho foi desenhado por Jean-Paul Gaultier.

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