
'Polêmico', talvez esta seja a palavra que classifique a imagem que a grande massa tem hoje de Clodovil Hernandes, estilista, Deputado Federal e falecido nesta data devido a um AVC - acidente vascular cerebral
Afastado das tesouras desde o início da década de 1990, quando fechou o ateliê na avenida Cidade Jardim, Clodovil nasceu em Elisiário, no interior paulista, e se mudou para a capital apenas em 1956. Os primeiros croquis foram vendidos para a loja Florence Modas. Ao longo da carreira passou pelas butiques Scarlett, onde também trabalhou Dener Pamplona de Abreu, e La Signorella. A imagem de grande estilista das classes mais abastadas do Brasil perdeu-se há tempos, mas o que quase ninguém se lembra é que Clodovil, lá na década de 60 e 70, era o must-have das mulheres mais elegantes e que de fato importavam, como Elis Regina e Cacilda Becker. Bethy Lagardére e Elke Maravilha foram algumas das modelos que vestiram as peças de Clodovil. Das Diniz às Matarazzo, vestiu todas, com grande sofisticação e elegância.


Aqueles que viveram os anos 80, puderam acompanhar Clodovil no "TV Mulher" apresentado pela Rede Globo de Televisão, programa pré-matinal-feminino, mas altamente feministas, com trilha de abertura de Rita Lee, cantando a clássica "Cor de Rosa Choque" e ainda a clássica Marília Grabriela a apresentar tudo. Sem falar da antes - e apenas - sexóloga Marta Suplicy, sempre polêmica em suas tratativas sexuais. Era muito forte a sua imagem na época...

É, muito tempo depois ele surtou...Há quem considere-o uma mácula à imagem do movimento GLTTB. Há quem o considere apenas mais um perdido na mídia, meio sem rumo. Mas há de fato a prova de que foi um dos Deputados eleitos com o maior número de votos nas últimas eleições. Mérito ou não é meio preocupante, mas prefiro lembrá-lo como um do grandes estilistas que este país já teve em sua história...
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