9.9.16

IN-EDIT BRASIL reune cinema e música em São Paulo

A cantora Mavis Staples - do Staple Singers, está no documentário "Mavis!", de Jessica Edwards
 
Em sua 8ª edição, o In-Edit Brasil - Festival Internacional do Documentário Musical, que acontece de 07 a 18 de setembro, em São Paulo, faz uma homenagem ao premiado diretor britânico Tony Palmer e celebra a diversidade musical através dos 57 títulos selecionados especialmente para esta edição.

Os filmes e atividades paralelas do festival - que ganhou em 2015 o Prêmio APCA de melhor Projeto Especial em Música Popular e Prêmio Guia da Folha - Folha de S.Paulo como Melhor mostra de Cinema pelo Voto Popular - acontecem no Cinesesc, Spcine Olido, Spcine Lima Barreto (CCSP), Cinemateca Brasileira, Cine Matilha e em 6 CEUs do Circuito Spcine.

O grande homenageado e convidado nesta edição é o premiado diretor britânico Tony Palmer. Um dos diretores mais aclamados e considerado um dos pilares do documentário musical da BBC, Palmer é também uma testemunha ocular de diversas fases musicais que registrou. O festival apresenta 8 títulos selecionados em parceria com o diretor, de artistas como Beatles, Maria Callas, Leonard Cohen e Cream. Presença confirmada no festival, o diretor vem ao Brasil para apresentar seus filmes e participar de uma MasterClass no dia 16/09, sexta, às 18h30 no Cine Matilha, com entrada gratuita.

Os quatro cantos do Brasil estão bem representados no PANORAMA NACIONAL, que exibe um total de 27 títulos, entre longas e curtas metragens.

Na Competição Nacional, um total de 5 títulos inéditos no circuito comercial. O vencedor desta edição - que será definido por um júri de profissionais do cinema e da música - entrará no circuito In-Edit de festivais.

Na disputa, o inédito Waiting for B., de Paulo César Toledo e Abigail Spindel, que mostra a saga dos fãs brasileiros da cantora Beyoncé; Xingu Cariri Caruaru Carioca, de Beth Formaggini, que viajou com u músico Carlos Malta pelo Brasil; Danado de bom, de Deby Brennand, sobre João da Silva - parceiro de Luiz Gonzaga em diversos sucessos; Pedro Osmar, prá liberdade que se conquista, de Eduardo Consonni e Rodrigo T. Marques, sobre o multiartista paraibano Pedro Osmar; e BRASIL HEAVY METAL: um filme, um sonho, uma declaração de amor ao metal brasileiro, de Ricardo Michaelis, que faz uma bela homenagem ao heavy metal brasileiro.

Já na Mostra Brasil, uma seleção com 8 títulos contemporâneos de grande força expressiva, como Rogério Duarte, o Tropikaoslista, de José Walter Lima, que conta a vida de uma das figuras mais importantes da Tropicália, morto em 2016, e intelectual influente da contracultura da década de 1960; Guerrilha - A Trajetória da Dorsal Atlântica, de Frederico Neto e Alexander Aguiar, que retrata um dos nomes mais poderosos do heavy metal brasileiro; Time Will Burn, de Marko Panayotis e Otávio Sousa, que reúne bandas do underground brasileiro dos anos 90; Coragem, de Sebastião Braga, sobre o músico Felipe De Luna; Além dos palcos e mais além, de Gabriel Rosa, sobre o coletivo multimídia Viajarte; Marrabenta, os sons de Moçambique, de Victor Lopes, que conta a história do marrabenta, o ritmo mais emblemático do país; Violeiro de Samba de Charles Exdell, a música e cultura do Recôncavo Baiano; Violão-Canção: Uma Alma Brasileira, direção do músico Chico Saraiva, que encontra sete mestres do violão para compartilhar suas experiências.

Outros 7 títulos nacionais em lançamento estão na mostra Brasil.doc. São eles: Balanço do rock: a mais tribal de todas as festas, de Robson Fonseca; Funk Brasil: 5 visões do batidão de Cavi Borges, Luciano Vidigal, Marcelo Gularte, Rodrigo Felha, Julio Pecly, Paulo Silva e Christian Caselli; Baile para matar saudades, de Érica Giesbrecht; Convicto, de Sergio Gagliardi; Quando Querer é Poder_1 olhar de Ruth Slinger, de Ruth Slinger, Histórias de Marabaixo, de Sendro Serpa e Bel Bechara; e Do Corpo à Caxirola, de Sophia Mídian.

A programação nacional conta ainda com 8 títulos na mostra Curta um Som. São eles: Nixpu pima - Rito de passagem Huni Kuin, de Pãteani Huni Kuin; Entre o traço e a luz, de Zeca Ferreira; Nelson dos Santos, de Paulo Silver e Albert Ferreira; O Trovador, o Cabra e os Mundos, de Marcia Paraiso; Mestres Praianos do Carimbó de Maiandeua de Artur Arias Dutra; Filme em fúria, de Nana Maiolini; A Batalha de São Bráz, de Adrianna Oliveira; e De carona com a Fábrica de Animais, de Edson Kumasaka.

Na sessão Especial, o documentário Ariel - Sempre Pelas Ruas, de Marcelo Appezzato, que retrata um dos pioneiros do Movimento Punk no Brasil, Ariel Uliana Junior, vocalista da banda Invasores de Cérebros - formada por integrantes que vinham de outras formações pioneiras como Restos de Nada, Inocentes e M-19, encerra o Panorama Nacional.

Várias pré-estreias de longas-metragens no aguardado PANORAMA INTERNACIONAL. No total, são 20 títulos, dos quais 18 inéditos no Brasil.

Entre os destaques estão Zonda - Folclore argentino, do cineasta espanhol Carlos Saura, que retrata o folclore da Argentina através do encanto de sua música e de sua dança. Em The Blueblack Hussar, o diretor Jack Bond, mostra o retorno de Adam Ant - astro da cena post punk-new wave, que teve sua carreira interrompida por problemas mentais.

O aclamado diretor Julien Temple faz uma grande homenagem a Wilko, guitarrista banda Dr. Feelgood, em The ecstasy of Wilko Johnson, a quem considera a essência do rock and roll. A banda The Jam é retratada no documentário The Jam: about the young idea, de Bob Smeaton, desde a evolução do trio, a personalidade genial de Weller e por que o grupo não se reúne mais.

Desde do ano 2000, o consagrado violoncelista Yo-Yo Ma tem reunido músicos do mundo inteiro para trocar experiências e criar uma música universal que recolha o maior número de influências possível. O resultado está emThe Music of Strangers, Yo-Yo Ma And The Silk Road Ensemble, de Morgan Neville. Em They Will Have to Kill Us First: Malian Music in Exile, de Johanna Schwartz, músicos tentam sobreviver e chamar a atenção da comunidade internacional para a situação de Mali, que em 2012 foi dominada pelo Estado Islâmico, que proibiu a qualquer tipo de manifestação artística, incluindo a música.

Numa sessão especial em 3D, os fãs da música pesada serão transportados para o festival de heavy metal mais aclamado do mundo, em Wacken 3D. The Movie, de Norbert Heitker. Já em Everybody's Cage, a diretoraSandra Trostel convidou o pianista luxemburguês Francesco Tristano para decifrar a obra Chances, de John Cage. E em I am the blues, o diretor Daniel Cross, faz um passeio pelo Rio Mississipi para conhecer como está hoje o berço do blues.

Narrado por Fela Kuti (em gravação de 1982) e Neneh Cherry, Fonko, de Lamin Daniel Jadama, Lars Lovén e Göran Hugo Olsson, nos leva ao nascimento de uma nova África. Com voz idêntica ao do rei do rock, Jimmy Ellis, ou Orion, dublê de Elvis, ajudou a confundir e enganar muita gente. A história pode ser conferida em Orion: The Man Who Would Be King, de Jeanie Finlay. No doc My Buddah is Punk, de Andreas Hartmann, o jovem Kyaw Kyaw tenta desenvolver a cultura punk em Myanmar promovendo shows, debates e festivais, gritando contra a repressão e profetizando os fundamentos do movimento.

A história da banda X Japan, idolatrada em seu país e na ativa há mais de duas décadas com seu Heavy Metal melódico e seu visual extravagante, pode ser conferida no documentário We are X, de Stephen Kijak. Já emThe Jones Family Will Make a Way, o diretor Alan Berg mostra a saga do bispo Fred Jones e sua família, o caminho do sucesso. E o filme Theory of Obscurity: a film about The Residents, de Don Hardy Jr, retrata o anti-grupo The Residents, expoentes da música experimental.

Para completar o panorama internacional, os filmes Mavis!, de Jessica Edwards, sobre a cantora Mavis Staples - do Staple Singers - que é uma das vozes mais poderosas e emblemáticas da música negra norte-americana; 15 Corners of the World, de Suzanna Solakiewicz, sobre o trabalho cientista polonês Eugeniusz Rudnik no lendário Estúdio Experimental de Rádio Polonês; Cool Cats, de Janus Køster-Rasmussen, que descreve o período em que os jazzmen Ben Webster e Dexter Gordon foram morar em Copenhague, Dinamarca entre os anos 60 e 70; e Esto es lo que hay, de Léa Rinaldi, sobre Los Aldeanos, grupo de hip-hop mais perigoso de Cuba.

O IN-EDIT Brasil traz ainda uma série de ATIVIDADES PARALELAS com shows das bandas Fábrica de Animais, Pin-Ups e Invasores de Cérebros; apresentação do músico Chico Saraiva; MasterClass com o homenageado Tony Palmer, Feira de Vinil e o seminário 3 X Documentário Musical, uma série de conversas com o jornalista especializado em música brasileira Marcus Preto, com realizadores de documentários musicais em três diferentes versões.

Mais informações podem ser acessadas no website do festival
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